Analista de Segurança da PSafe esclarece mitos sobre ameaças digitais a smartphones

5 mitos sobre vírus para celulares

Analista de Segurança da PSafe esclarece mitos sobre ameaças digitais a smartphones

Pesquisas mais recentes mostram que 78% da população com mais de 10 anos têm um celular. Geralmente, esses dispositivos móveis contêm muito mais informações pessoais – como senhas de banco e informações do cartão de crédito – do que os computadores e acompanham os usuários durante todo o dia. Não à toa, smartphones são frequentemente alvo de ataques maliciosos.

Leia mais: 3 crimes que ameaçam sua privacidade no celular todos os dias

Em março de 2016, o laboratório da PSafe bloqueou cerca de 8,3 milhões de tentativas de ataques a celulares Android. Apesar do número recorrente de ameaças, ainda há muita desinformação sobre como elas funcionam. Para esclarecer alguns mitos, consultamos o Analista de Segurança da PSafe Ricardo Coutinho.

1. Um vírus pode atacar a bateria
Segundo Ricardo Coutinho, um vírus não é capaz de atacar um hardware, ou seja, ele não pode atacar uma peça física do aparelho. No entanto, ele é capaz de afetar drasticamente a bateria. “O que acontece é que o vírus precisa utilizar a memória e o processador para funcionar e abrir vários processos no celular”, explica Coutinho. E quanto mais processos abertos, mais a carga será consumida. Portanto, o vírus não ataca a bateria efetivamente, mas pode comprometê-la – e muito – indiretamente.

2. O vírus de smartphone pode se espalhar pelo ar
Para isso acontecer é preciso que alguém monte uma antena pirata e transfira todas as instruções operacionais do sistema do celular. Embora haja alguns casos registrados nos Estados Unidos, eles são extremamente raros.

3. Um vírus é capaz de estragar ou queimar o celular
Este é o mesmo caso da bateria: vírus de software não atacam hardware.

Leia mais: Baixar apps de fontes oficiais aumenta segurança do Android

4. Os vírus são criados pelas próprias empresas de antivírus
A teoria da conspiração pode até dizer que sim, mas, Coutinho afirma categoricamente: “uma empresa de antivírus séria não cria vírus e sim o estuda para criar métodos de prevenção”.

5. É difícil um vírus atacar o celular com tanta tecnologia
“Não é nada difícil. Hoje, os números de ameaças criadas por dia para Android são altos, maiores do que a quantidade criada para Windows, por exemplo”, aponta Coutinho. “Pelos dados que temos mensalmente, podemos entender essa evolução”, comenta o analista em relação ao Mapa de Ameaças do mês de março, que registrou 137% mais ataques comparado ao mês anterior.

Assim como a tecnologia está mais sofisticada, as armadilhas criadas pelos cibercriminosos também estão, por isso, é preciso se precaver.

Como se proteger

No celular, a dica básica de segurança é não fornecer dados pessoais ou bancários em mensagens trocadas, desconfiar de links desconhecidos e evitar fazer download de conteúdos duvidosos, que geralmente abordam temas polêmicos para chamar mais atenção.

No entanto, para garantir a segurança digital, além de se prevenir, é importante investir em um antivírus. O PSafe Total é um aplicativo gratuito que garante proteção em tempo real para que o usuário Android use suas mídias sociais, o internet banking, faça compras, converse e troque arquivos com máxima privacidade.