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Inteligência artificial pode se tornar fatal para a raça humana

Pesquisadores, em uma pesquisa inédita, levantaram os riscos ocasionados pelo desenvolvimento da chamada “Inteligência Artificial”.

Muitas vezes ouvimos dizer que a vida imita a arte. Mas, no caso, se o destino resolver seguir à risca a afirmação, é possível prever que estaremos numa tremenda fria, perdidos e envolvidos numa guerra entre humanos e robôs. E, como se sabe, no final eles é que se dão bem. Pelo menos é o que fazem crer os pesquisadores do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford (UK), que, numa pesquisa inédita, levantaram os riscos ocasionados pelo desenvolvimento da chamada “Inteligência Artificial” (AI, em inglês).

Segundo eles, há indícios de ocorrer um extermínio da raça humana por parte dos robôs. Líder do estudo, o filósofo do instituto e pesquisador Stuart Arsmstrong diz que devemos temer não somente uma “derrapada” na utilização da tecnologia, mas sim uma inversão de papéis que seria imposta por uma evolução da máquinas. Elas deixariam de ser manipuláveis para ser manipuladoras.  

Poucos estudos sobre AI

A entidade britânica realizou neste mês de julho palestras com temas tecnológicos e abordou a questão sobre a segurança da inteligência artificial. Armstrong acredita que há poucos estudos no meio acadêmico sobre os riscos de larga escala das AIs. Segundo ele, se o desenvolvimento da inteligência artificial der errado em algum momento, a consequência pode ser proporcionalmente mais significativa para a extinção da humanidade do que uma guerra nuclear ou uma pandemia.

Segundo  Armstrong, o desenvolvimento desse tipo de tecnologia precisa ser analisado de perto. Caso contrário, as consequências podem ser desastrosas, uma vez que não há sequer um estudo amplo sobre os riscos em larga escala representados pela AI.

Nick Bostrom, colega de Armstrong em Oxford, compartilha do receio e pretende levantar conceitos que comprovariam ser totalmente possível a tão temida tomada de controle por parte das máquinas.

Em “Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies”, o filósofo frisa que os únicos pontos que mantêm os seres humanos no controle da situação são a capacidade de raciocínio e superioridade mental. Porém, numa evolução descontrolada, as vantagens de hoje poderiam ser superadas. E o domínio,  invertido.

 

Assunto já foi explorado em Hollywood

Trata-se de um tema a ser explorado, muito embora os acadêmicos não tenham dado muita atenção às implicações sugeridas pelos pesquisadores. Hollywood está há tempos de antenas bem ligadas e narra os fatos, tidos como improváveis, com maior riqueza de detalhes a cada superprodução.

No filme “Inteligência Artificial (AI)” (2001), produzido por Steven Spielberg, a abordagem é mais emocional. O ser humano acaba vivendo com um robô, que é tratado como filho – que, inclusive, desenvolve sentimentos humanos como carinho, afeto.

Exterminador do Futuro

Já no filme “Exterminador do Futuro” (1984) a evolução das máquinas desencadeia uma revolução diferentemente do que aconteceu em AI. E vem à cabeça a seguinte pergunta: será que a Skynet um dia estará entre nós?  No longa cinematográfico, a inteligência artificial, criada para defender a nação americana, se revolta contra seu criador – o homem.

 

Pelo sim, pelo não, diante de tudo só nos resta dizer: prefiro que seja o David!