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LatAm Leaks: países são alvo de espionagem

De uns tempos para cá houveram vários vazamentos de documentos oficiais. Relembre alguns casos envolvendo a América Latina.

Desde quando o Wikileaks começou a revelar os horrores dos bastidores da Guerra do Iraque, em 2010, o vazamento de documentos oficiais começou a ficar em evidência. Apesar dos altos investimentos para a proteção de dados, cada vez mais os governos são alvo de espionagem. Neste post, você vai relembrar alguns casos envolvendo países da América Latina. Confira.

Peru

No início de março, o governo peruano tomou uma decisão que abalou a diplomacia na América do Sul. Após retirar o embaixador do Chile, o governo peruano pediu explicações sobre uma possível ação de espionagem feita por país. O Peru acusa o Chile de subornar militares para enviar relatórios relacionados às forças armadas, entre os anos de 2005 e 2012.

Outro escândalo envolvendo a espionagem, desta vez interna, abala o governo peruano. Javier Briceño, diretor-executivo da Dirección Nacional de Inteligencia (Dini), foi demitido após denúncias de jornais que afirmavam que ele teria utilizado os recursos do órgão para monitorar cidadãos. Entre as pessoas espionadas estariam políticos, empresários e jornalistas.

Brasil

O país foi um dos mais afetados pela espionagem revelada por documentos vazados por Edward Snowden, ex-analista de sistemas da NSA, órgão de inteligência dos EUA. O caso, que veio à tona em 2013, revelou que nem mesmo a presidente Dilma escapou do monitoramento do governo norte-americano.

Além da presidente, diversas empresas brasileiras foram espionadas. Entre elas, a Petrobras. O documento revelou que a rede de computadores de uma das maiores empresas brasileiras era monitorado por agentes da NSA. Informações sigilosas, como dados sobre o pré-sal, podem ter sido repassadas ao governo dos EUA.

Nem mesmo os cidadãos comuns ficaram imunes à espionagem. O acesso à internet e até mesmo telefonemas foram alvos de monitoramento por parte da NSA.

México

Joaquin Guzman Loera, conhecido como El Chapo, é um dos traficantes mais sanguinários do México. Em 2012, a inteligência do país detectou que ele estaria em um hotel na região de Los Cabos. Por conta do vazamento de informações, El Chapo conseguiu fugir minutos antes de o exército entrar em ação.

O vazamento de informações privilegiadas causa bastante prejuízo no México. Para tentar resolver esse problema, o presidente Enrique Peña Nieto criou o Sistema Nacional de Inteligência. Todas as informações provenientes das entidades de defesa são concentradas em um único órgão.

O país também foi alvo de espionagem por parte da NSA. Assim como Dilma Rousseff, Enrique Peña Nieto também foi monitorado.

Colômbia

Na Colômbia, os casos de vazamentos de informações e uso indevido de recursos de espionagem são ainda piores. O antigo Departamento Administrativo de Seguridad foi fechado após várias denúncias de agentes que utilizavam o órgão para monitorar políticos, juízes e personalidades. Eles repassavam as informações colhidas para narcotraficantes.

Nem mesmo a criação de uma nova agência, a Agencia Nacional de Inteligência (ANIC), deu fim aos casos de vazamento de informações. Desde a criação do novo órgão, aconteceram várias demissões de agentes de alto escalão com suspeita de monitorar indevidamente políticos.

Venezuela

Um dos países que mais fornece petróleo aos EUA, a Venezuela integra junto com Rússia, China, Irã, Iraque e Coreia do Norte os países prioritários para a segurança de Washington. Um telegrama de 2007, vazado por Snowden, mostrou que o país do então presidente Hugo Chavez era alvo de forte espionagem por parte da NSA. O documento revelou que as mensagens de e-mail trocadas por membros do alto escalão do governo eram monitoradas pelo órgão.