Planos do Facebook para revolucionar a publicidade online

Facebook aposta em naturalidade de uso para ganhar dinheiro com o Messenger.

Ninguém duvida da capacidade de o Facebook enfrentar o Google. A rede social de Zuckerberg já tinha planos ousados para quando ultrapassasse um bilhão de usuários ativos. Esse tempo chegou em 2012.

O Facebook tem mais de 1,4 bilhão de usuários ativos e também já registrou mais de um bilhão de acessos em um único dia, pode agora ultrapassar a população da China (país onde é bloqueado). Assim, não resta dúvida, desse tamanho seu futuro é um caminho ainda mais rentável.

A rede social já havia driblado os adblocks, ao transferir a publicidade online de banner laterais para posts promovidos na timeline dos usuários, tornando o consumo de publicidade online natural para quem acessa a rede diariamente. E transformou os resultados de pequenos e médios negócios que apostaram no canal para a sua promoção. E tudo começou com o incentivo de as marcas criarem suas páginas dentro da rede atrás de ‘Likes’.

Os planos da empresa são oferecer um canal direto com as empresas, facilitar negócios e, claro, cobrar por isso. Pretende também fazer da comunicação das marcas com os consumidores algo mais natural e fluído, sem a antiga passividade da propaganda de massa.

O Messenger, com 700 milhões de usuários não demora a ultrapassar a barreira do um bilhão, entrando para o hall de serviços super rentáveis do Facebook. As pessoas já acham natural se comunicar com as marcas por mensagens do Facebook. E preferem resolver suas dúvidas e questões com rápidas mensagens de textos, sem ter que abrir o discador do telefone para ligar.

A ideia é habilitar o botão de mensagem em peças de anúncios publicitários e rentabilizar a comunicação entre pessoas e marcas. Assim, quando as empresas promoverem suas campanhas poderão utilizar o recurso ‘Click to message’. Os usuários terão contato direto com as marcas, como já acontece via suas ‘Pages’ no Facebook. E uma interação direcionada, já que os anúncios poderão ser de produtos específicos e não de marcas ou institucionais. O que poderá mais uma vez impulsionar os negócios dentro da rede.

Com isso, o Facebook pretende demonstrar que, para o mundo corporativo, pode ser muito mais interessante estar dentro da rede com uma Página e poder utilizar seus recursos de interação, que já são naturais para os usuários, do que investir em websites.