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Protocolo OpenSSL enfrenta problemas financeiros que podem atingir a segurança dos usuários

Devido à problemas financeiros somente 4 programadores cuidam do protocolo OpenSSL, utilizado na segurança de usuários do Google e outros gigantes

No ano passado, uma brecha descoberta por desenvolvedores do Google assustou o mundo. O Heartbleed, como ficou conhecido, afetava o OpenSSL, protocolo de criptografia utilizado em milhões de sites. Este mês, a OpenSSL Software Foundation, organização mantenedora do protocolo, anunciou um grande pacote de atualização que está causando algumas controvérsias.

A OpenSSL Software Foundation disponibilizou o patch na quinta-feira, 19 de março. Os desenvolvedores de sites reclamaram que não tiveram um acesso prévio ao código da atualização. A disponibilização antecipada às atualizações críticas é bastante comum e serve para que os desenvolvedores consigam identificar possíveis erros.

A organização alegou que se disponibilizasse o acesso antecipado a qualquer um poderia comprometer a segurança, já que hackers teriam tempo para descobrir vulnerabilidades mesmo antes de a atualização estar disponível oficialmente. Um dilema enfrentado por quem utiliza biblioteca de códigos open source.

Entretanto, o lançamento do patch revelou um problema ainda maior. A OpenSSL Software Foundation passa por sérios problemas financeiros. A atualização do dia 19 de março só foi possível graças a doações de grandes empresas, ainda por conta do Heartbleed. Outra fonte de receita da organização são os contratos de consultoria.

Com o dinheiro escasso, o pessoal que trabalha para consertar falhas no protocolo também não é o suficiente. Somente agora, com ajuda da Fundação Linux, foram contratados dois programadores full time para cuidarem dos códigos. Ao todo, apenas quatro pessoas são responsáveis pelo principal método de criptografia utilizado na internet.

A segurança do OpenSSL afeta praticamente quase toda a web. Gigantes como Yahoo!, Facebook e Google utilizam a biblioteca de códigos para garantir que os dados dos usuários não sejam roubados por criminosos virtuais. Na medida em que menos investimentos são feitos para a manutenção do protocolo, brechas podem ser descobertas e colocar em dúvida a sua eficácia.