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Software LiveLight corta partes irrelevantes de vídeos

Foi um algoritmo capaz de pegar determinado vídeo e automaticamente apagar as partes irrelevantes, deixando apenas aquilo que interessa. Confira!

Fazer vídeos está ao alcance de todos. E cada vez mais gravarmos momentos da vida através de smartphones, tablets, câmeras e outros equipamentos. Com o grande volume de gravações, os minutos se estendem pelas imagens. Por isso, editar o conteúdo tornou-se fundamental.

Foi pensando nisso que pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, criaram um algoritmo capaz de pegar determinado vídeo e automaticamente apagar as partes irrelevantes, deixando apenas aquilo que interessa.

O sistema foi desenvolvido por Eric Xing e Zhao Bin. O LiveLight, nome de batismo do software, funciona por meio da criação de um dicionário de padrões que tenta identificar mudanças ou algo incomum nas imagens.

O vídeo de demonstração feito pelos criadores destaca uma criança brincando com um iPad durante dois minutos. Com a tela dividida entre o vídeo na íntegra e o editado pelo software, nota-se que as partes que seriam menos interessantes aos olhos do pai são cortadas. Apenas os trechos com maior destaque permaneceram.

Os pesquisadores chamam o sistema de tempo quase real, porque o algoritmo leva algumas horas para ser executado num computador convencional. Com um sistema superpoderoso, o LiveLight pode terminar em poucos minutos. Quando encerra a edição, o usuário ainda pode adicionar ou remover trechos para ter um resultado final mais completo.

O software poderia ajudar a polícia a investigar um crime, de acordo com os pesquisadores. Câmeras de segurança gravam por horas e horas. Nesse caso, o LiveLight entra para cortar as partes irrelevantes e prioriza momentos como, por exemplo, alguém andando pelo quadro de filmagem ou um aumento no movimento da área.

Como o programa necessita de uma máquina potente, ainda não há previsão de quando começará a ser comercializado. Xing e Zhao acreditam que a tecnologia chegará aos smartphones. Para eles, seria um sucesso entre os usuários de dispositivos móveis.