100 vezes mais rápida, conexão Li-Fi pode suceder o Wi-Fi

Se você acha os picos de velocidade da banda larga bons hoje, espere até saber que Harald Haas, um pesquisador alemão, descobriu o Li-Fi, uma tecnologia capaz de transmitir sinais de internet até 100 vezes mais rápidos, com mais eficiência e de maneira mais segura.

Li, como você deve ter imaginado, vem de light, ou luz, em inglês, e já dá o recado: tudo funciona com base em uma lâmpada LED, que pisca a uma velocidade imperceptível ao olho humano, distribuindo o sinal de internet pelo ambiente.

Em laboratório, o Li-Fi foi capaz de atingir a incrível marca de 224Gbps, o que significa poder baixar aproximadamente seis filmes 4K por segundo. Diversos testes práticos já estão em andamento em escritórios e ambientes corporativos, mas ainda longe do Brasil, na Europa. Lá, na prática, o Li-Fi atingiu a velocidade de 100Gbps — inferior à dos testes em laboratório, mas ainda surpreendente.

Limitações e possibilidades

Diferentemente do Wi-Fi, o Li-Fi não pode ultrapassar barreiras físicas como paredes. Claro, é um sinal transmitido pela luz, mas essa limitação também pode significar que vamos ter acesso a conexões menos vulneráveis, já que o sinal estará restrito a espaços bem definidos.

Além disso, a invenção seria capaz de solucionar alguns dos maiores problemas da conectividade sem fio hoje: aumentaria a capacidade de transmissão, pouparia parte da energia gasta para manter em funcionamento as mais de um bilhão de antenas de transmissão de sinais de rádio e aumentaria a disponibilidade de acesso, facilitando o acesso à internet em aviões, por exemplo.

Onde quer que haja luz, basta que seja instalado um microchip para que haja, também, transmissão de dados. Em resumo, a brilhante criação pode solucionar duas questões de uma só vez: iluminar e conectar.

Ficou curioso? Assista à fala de Harald Haas, inventor do Li-Fi, durante um evento do TEDGlobal (com legendas em português).

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