Aplicativos gratuitos têm larga preferência de usuários

Os criadores de aplicativos pagos têm muitas dificuldades para estabelecer e popularizar os seus produtos, especialmente no Brasil. Pesquisas recentes mostram que a maioria dos usuários dá preferência aos apps gratuitos, mesmo que estes estejam repletos de propaganda no meio de suas funcionalidades.

Uma pesquisa divulgada pela Zogby Analytics revelou que 59,11% das pessoas que baixam aplicativos preferem quem se paga por anúncio, enquanto apenas 4,47% dão prioridade a apps que sejam pagos e não tenham propagandas, tampouco compras internas.

Já 16,72% dos entrevistados preferem que o aplicativo não tenha propagandas, mas que seja custeado por compras dentro do aparelho. É o caso do popular Angry Birds, que possibilita ao usuário comprar itens especiais por alguns centavos. Por fim, 19,70% disseram não possuir opinião formada a esse respeito.

Em contrapartida, o número de pessoas que disseram não baixar aplicativos foi de 39,6% do total. Incluindo estes, 35,7% preferem aplicativos gratuitos com propagandas, 10,1% com compras internas, 2,7% querem apps pagos sem propagandas e 11,9% não têm opinião formada sobre o assunto.

No Brasil, preferência por gratuito é maior

Se no mundo a preferência por aplicativos gratuitos é grande, no Brasil ela é quase unânime. A cada dez app baixados para smartphones no país, nove (93%) são gratuitos, segundo o estudo que feito pela Qualcomm e a consultoria Convergência Research.

Dos brasileiros que possuem smartphones (estimados em 47,8 milhões de aparelhos), 65% baixaram algum aplicativo.

Dos mexicanos que têm smartphone, 76% baixam apps. Entre os britânicos, esse índice é de 94%. Além de não ser um dos povos que mais baixa aplicativos e preferir o gratuito ao pago, o brasileiro também não gasta muito na hora de visitar App Store ou a Google Play. O valor consumido nas lojas de aplicativos mais recorrente é de US$ 1,26 (o equivalente a R$ 2,96).

Os aplicativos mais baixados são os jogos (19%), seguido dos de mensagens instantâneas (17%), os de vídeo, fotografia e TV (12%), redes sociais (9%) e os de gestão do telefone, navegadores e destinados a aumentar a produtividade (8%).

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