Categorias: Cibersegurança

Sistema Apple bloqueia aparelho ao captar comportamento suspeito

Em reação à investida da Samsung, que recentemente patenteou o leitor de íris, cresce a cada dia a preocupação das empresas com relação à segurança dos proprietários de dispositivos. Em outro post falamos sobre o assunto.  Mas, na ocasião, a novidade era considerada pouco provável, devido ao alto custo. 

Outra tecnologia já utilizada pela própria Apple foi suplantada pelo iminente lançamento do leitor de íris. O sistema fazia a identificação do usuário pela leitura das impressões digitais. Parece ser o fim das frágeis senhas para desbloqueio ou é apenas mais um passo tecnológico?  Não podemos afirmar com certeza. Mas que ainda há muita coisa por vir, isso é verdade.

Em mais um movimento que busca alcançar o máximo da personalização dos aparelhos, a Apple lança um sistema inovador: ele coleta dados do usuário, fazendo o bloqueio ao identificar qualquer comportamento estranho ou diferente dos habituais do proprietário. Com isso, entende que se trata de outra pessoa a utilizar o aparelho.

O sistema, chamado de “Gerador de notificações baseado no comportamento do usuário”, teve seu pedido de solicitação de registro de patente publicado no dia 17 de julho pelo “Uspto”, departamento responsável por marcas e patentes nos EUA.

Ele funciona da seguinte forma: são observadas e armazenadas informações sobre a rotina de utilização do aparelho pelo usuário. A partir do cruzamento dessas informações, é feita uma espécie de “leitura de utilização”. Tendo a análise como referência, o sistema identifica e bloqueia o aparelho, impedindo que seja usado por alguém que aja de maneira diferente do “padrão” do proprietário. O bloqueio pode ser feito de três formas: notificação, solicitação de confirmação de identidade ou simplesmente travamento.

Dados importantes, como forma de locomoção, interação, gestos e vocabulário das mensagens, são colocados como referência para o gerenciador. As informações sobre o usuário são armazenadas em sistema de nuvens, o que permite o monitoramento constante.

Ainda não se sabe em qual plataforma a empresa utilizará a nova tecnologia, uma vez que, desde a entrada no pedido de registro em 2013, já lançou um novo sistema operacional de dispositivos móveis, o iOS7, e tem preparado o iOS8 para breve.

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