É inegável que as redes sociais, além de cumprirem seu papel de entretenimento, hoje fornecem uma série de opções na área acadêmica. Se antes era unanimidade que estes sites mais atrapalhavam e tiravam a concentração dos estudantes, hoje já não se pode dizer o mesmo, já que os próprios usuários foram descobrindo, ao longo do tempo, sua utilidade nos mais diversos campos de atuação. E com a educação não está sendo diferente.
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Uma das principais mudanças identificadas por especialistas ao redor do mundo é a função do professor, que deixou de ser o único detentor da informação. Hoje, ele desempenha mais o papel de um filtro das informações e atua para levar os alunos ao rumo que acha mais certo.
Durante a segunda edição do Bett Latin America Leadership Summit, evento que tratou das estratégias inovadoras para o futuro da educação na América Latina, no fim de 2014, o diretor-geral de Tecnologias Educacionais do Ministério de Educação do Peru, José Antonio Chacón, defendeu o investimento em tecnologia nas salas de aula como parte da infraestrutura educacional. “Quanto mais o professor utilizar a tecnologia como meio e ferramenta, mais ele vai melhorar a qualidade do ensino”, afirmou.
Já para o especialista de Vendas e Marketing de Tecnologias Educacionais, Anthony Cortes, a adoção de uma tecnologia na sala de aula tem que ser planejada para não ficar obsoleta. “Nos Estados Unidos, vemos governos comprando tecnologias para serem usadas daqui a três ou quatro anos, quando já estarão obsoletas. É preciso pensar dez anos à frente, e não apenas no que está sendo implementado agora. Senão, gastaremos recursos importantes à toa”.
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