Após ação movida pelo espanhol Mario Costeja Gonzalez – que questionou a relevância e invasão de privacidade de conteúdo relacionado a seu nome no sistema de buscas (Entenda: sua casa foi a leilão por dívida, mas mesmo após quitar os débitos, a informação seguia listada no Google) – receber parecer favorável da Corte de Justiça da União Europeia, o Google recebeu mais de 12 mil pedidos de remoção de links no continente.
Por decisão judicial, o Google viu-se obrigado a oferecer aos usuários europeus ferramenta que permite solicitar remoção de conteúdos “irrelevantes, inadequados ou não mais relevantes”. A avalanche de pedidos de remoção surpreendeu e muitos manifestaram o desejo de sumir do ranking de buscas do Google.
A empresa irá avaliar os pedidos para ver se eles se enquadram nos termos da decisão judicial e promete dar trabalho ao Google, já que em momentos de pico, chegam novos pedidos a cada 20 minutos. Em caso procedente, o conteúdo não desaparece da rede, mas não é mais listado no resultado de pesquisas. O Google não respondeu o prazo necessário para a retirada e as mudanças serão aplicadas apenas na versão europeia do Google. Larry Page, CEO do Google, manifestou seu desconforto com a decisão e teme que outros países menos avançados tomem atitude semelhante, para censurar seus cidadãos.
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