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Evite a divulgação de vídeos e fotos íntimas

A exposição de fotos e vídeos íntimos na internet se tornou algo bastante comum nos últimos anos. Recentemente, alguns casos ficaram bastante conhecidos e geraram até bordões nas redes sociais, como o caso do “Força Fran” a partir de um vídeo no qual uma jovem de Goiânia aparece durante uma relação sexual com o então namorado. A principal suspeita é que o rapaz tenha divulgado as imagens via Whatsapp. O caso de maior repercussão foi o da atriz Carolina Dieckmann que teve imagens delas roubadas por hackers.

A situação mais comum é a de ex-companheiros, inconformados com o fim do relacionamento, que espalham imagens, em geral produzidas originariamente para apimentar a relação. É o chamado “pornô de vingança”. A invasão de telefones celulares e e-mails com fotos e vídeos compartilhados entre casais também acontece muito, além de pessoas que levam seus computadores para conserto e acabam tendo suas imagens vazadas. Também há muitos casos de pessoas solteiras, em busca de sexo na internet, que acabam expondo as partes íntimas em vídeos e fotos durante trocas de mensagens.

Para evitar ser a vítima deste tipo de constrangimento, a cautela é sempre a melhor dica. O usuário deve, primeiro, instalar uma suite de segurança como o Psafe Total para Android em seu aparelho, além de trocar as senhas com frequência e criar sequências mais fortes, incluindo números, símbolos e mesclar letras maiúsculas e minúsculas. Bloqueie acesso ao celular e pastas com essas senhas. É importante não informar seu número de telefone, endereço e outros dados pessoais. Outra dica é não adicionar pessoas desconhecidas ou usar webcam com elas. E, claro, não publique fotos e imagens que possam ser constrangedoras.

A repercussão do caso da atriz Carolina Dieckmann gerou um projeto de lei, que foi aprovado no Congresso. Pelo texto, quem invadir dispositivo alheio para obter informações sem autorização pode ser condenado a até três anos e meio de detenção e pagamento de multa se a pessoa vender ou divulgar o material. Entretanto, a polícia esbarra em dificuldades para conseguir identificar os criminosos. No Brasil, ainda não existe lei federal que defina por qual período de tempo os servidores de internet devem permanecer com os registros de informações dos usuários.

Já no caso do chamado “pornô de vingança”, há a dificuldade inclusive de criar mecanismos legais para punir a prática, uma vez que, em boa parte dos casos, as imagens foram produzidas nos celulares do parceiro ou compartilhadas com ele pela própria vítima.

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