Enquanto as gigantes do mundo dos smartphones melhoram seus assistentes pessoais para oferecer cada vez mais comandos de voz, o Facebook estuda como mudar isso. Que Mark Zuckerberg não aceita o status cuo e procura sempre outras formas de oferecer mais não é novidade. Mas agora a ideia é dar bom senso às máquinas, isso mesmo que você leu.
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O diretor de inteligência artificial (AI) da rede, Yann LeCun, falou, em entrevista ao Wall Street Journal, que a Siri (da Apple) e a Cortana (da Microsoft) são muito roteirizadas. Isso se deve ao fato de serem limitadas aos conhecimentos básicos, com poucas opções de diálogo. A equipe de AI do Facebook tem trabalhado para trazer diferentes opções de relação entre máquinas e pessoas.
A ideia do futuro dessa relação, na visão da empresa, é passar a reconhecer imagens e vídeos. Hoje a rede social já reconhece o rosto do usuário nas fotos e dá sugestão de marcação– um dos projetos da área de inteligência artificial. Mas agora, esse reconhecimento vai muito além. A equipe deseja reconhecer emoções em fotos e vídeos. O projeto prevê que a máquina conseguirá notar se as pessoas estão felizes, com raiva, ansiosas… ou seja, o que estão sentindo e definir, a partir daí, a interação a ser realizada.
O histórico continuará sendo importante. Assim como os assistentes pessoais de voz, o novo projeto precisará dele para identificar se um levantar de sobrancelha é de surpresa ou de questionamento, por exemplo. Por isso, quanto maior o banco de dados, melhor será a interpretação da máquina. O que nos põe para pensar, será que o Facebook já está coletando e estudando nossas expressões e interações em vídeos?
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