Ninguém pode negar que a tecnologia é indispensável para a medicina. Tampouco que as novas formas de se tratar, por meio de aplicativos e softwares, também não facilitaram e muito as rotinas de médicos e pacientes. Mas, nem tudo é perfeito, e falhas nesses sistemas podem até colocar em risco a vida de alguém.
A polêmica foi levantada em outubro, nos Estados Unidos, depois que a empresa Thermo Fisher Scientific se comprometeu a corrigir uma falha no software utilizado para analisar dados de ensaios clínicos de drogas, depois de peritos independentes alertarem para a possibilidade de erros.
Um problema com o pacote de software Kinetica, da empresa norte-americana, desencadeou preocupações sobre a confiabilidade dos testes utilizados para conseguir a aprovação de alguns medicamentos, em especial cópias genéricas de medicamentos originais.
A Thermo Fisher divulgou comunicado confirmando que seu software “poderia produzir resultados imprecisos em determinadas circunstâncias”.
“Estamos desenvolvendo uma atualização de software e fazendo testes rigorosos para garantir que esse problema seja resolvido”, afirmou Sanjay Khunger, vice-presidente e gerente-geral da Thermo Fisher, sem dar maiores detalhes.
Confiabilidade na tecnologia colocada em dúvida
A questão em torno da confiabilidade do Kinetica foi levantada pela primeira vez em um trabalho técnico na revista da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos (AAPS).
A questão também chegou aos reguladores europeus e foi discutida em uma reunião de peritos da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), em meados de outubro.
Um porta-voz da EMA disse que seus especialistas concluíram que ainda não havia necessidade de uma "ação reguladora imediata". Ele sinalizou, contudo, que o debate sobre os riscos que as tecnologias podem trazer à medicina vai esquentar nos próximos meses.
O que faz o Kinetica
O software Kinetica é um dos pacotes estatísticos mais utilizados para analisar chamados de bioequivalência em ensaios clínicos. A ideia é equilibrar dois medicamentos com a mesma substância ativa, de uma forma que o corpo o absorva da forma correta. Este também é um pré-requisito para conseguir aprovação para as versões baratas e genéricas de medicamentos.
Os genéricos representam cerca de 80% dos estudos de bioequivalência, embora as empresas farmacêuticas inovadoras também os usem para testar interações medicamentosas, efeitos de alimentos e mudanças de formulação.
O problema poderia, em teoria, significar que alguns medicamentos foram aprovados em dados incorretos. Outros podem ter sido rejeitados ou nunca apresentados.
"Embora casos individuais possam ser diferentes, a nossa avaliação preliminar sugere que, na maioria dos casos, este erro resultaria em apenas uma pequena diferença nos resultados globais”, disse a empresa em comunicado.
Você recebe um convite para uma reunião pelo Microsoft Teams. O assunto parece profissional, o…
Imagine pedir a um assistente de inteligência artificial para organizar seus compromissos, encontrar um documento…
Você entra em uma loja virtual, encontra uma promoção interessante e percebe um pequeno cadeado…
Você já recebeu uma notificação de atualização do Android e pensou em deixar para depois?…
Um ataque hacker ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, acendeu um alerta sobre…
Inteligência artificial no celular já consegue criar imagens, resumir textos, responder perguntas e ajudar a…