Para ter uma ideia, o firmware é armazenado permanentemente num circuito integrado (chip) de memória de hardware, como ROM (Read Only Memory ou Apenas Leitura), EPROM (Erasable programmable read-only memor ou Memória Programável Deleitável Apenas Leitura) e PROM (Programmable read-only memory ou Apenas Leitura Programável) ou memória flash, no momento da fabricação do componente.
Em princípio, a programação de um firmware é não volátil (mantém o conteúdo mesmo com o desligamento da eletricidade) e inalterável. Porém, quando presente na forma de PROM ou EPROM, o firmware pode e deve ser atualizado em determinadas situações. Nesse caso, as informações estarão gravadas diretamente no chip de memória do hardware.
A frequência de atualização do pacote de instruções varia de acordo com o fabricante do produto, mas recomenda-se fazer esse upgrade se o computador apresentar problemas de incompatibilidade de hardware, no processamento de dados ou execução de arquivos.
Mas tenha cuidado antes de fazer a atualização. Da mesma forma que o upgrade poderá melhorar o acesso a novos recursos ou incrementar a estabilidade do dispositivo, o procedimento é delicado e pode causar danos enormes se sofrer interrupções ou for feito de maneira errada.
Cheque e confirme o quanto for necessário se você está mexendo com o firmware correto para seu dispositivo. Algumas empresas tornam isso fácil. A Apple, por exemplo, automatiza o processo para você, basta ligar o iPhone no PC.
A atualização de firmware funciona como uma reinicialização de seu dispositivo. Apesar de alguns utilitários de ‘flash’ darem a opção de salvar e restaurar suas configurações antes e depois, uma atualização típica de firmware reverte o dispositivo para seus parâmetros de fábrica.
Se você atualizar o firmware de um roteador, por exemplo, e fizer um procedimento errado, pode danificar o aparelho de forma definitiva.
Os vírus também podem corromper o firmware de qualquer equipamento. Assim como a bios (mecanismo responsável pela execução da várias tarefas executadas do momento em que você liga o computador até o carregamento do sistema operacional instalado na máquina), o firmware corre o risco de ser afetado por malware pela escrita de dados.
Atualmente, é comum a atualização de firmware para que um equipamento melhore seu desempenho. Desse modo, um vírus pode ser “gravado” e executar suas funções.
Isso é possível porque as memórias ROM permitem a escrita de dados, diferentemente de sua função inicial. Um pen drive é considerado uma memória do tipo ROM, mas permite que dados sejam apagados ou reescritos a qualquer momento, facilitando a entrada e saída de qualquer arquivo. Assim, o firmware pode ser atacado por vírus e causar a disseminação dele para outros softwares.
Por isso é importante que o usuário mantenha um bom antivírus instalado e atualizado em seu dispositivo, pois vai dificultar a entrada de malwares.
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