As mudanças promovidas no Instagram caminham a passos lentos após a aquisição da rede social de fotografias pelo Facebook por US$ 1 bilhão, mas agora parecem ganhar contornos mais claros. A primeira atitude do Facebook foi alterar os termos de uso, tornando-se o novo dono dos direitos autorais das fotografias produzidas e postadas por usuários na rede. Numa rápida resposta, o número de usuários caiu vertiginosamente, de 39 milhões de perfis ativos para 12,4 milhões em dezembro de 2012, com críticas ao oportunismo da empresa de Mark Zuckerberg.
Em meados de janeiro de 2013, o Instagram havia recuperado parte de seus usuários e atingia 19,6 milhões de perfis ativos. Os números são da empresa de análise de audiência AddData, que na sequência foi proibida de aferir dados do Instagram pelo Facebook. Outra empresa de aferição de audiência, a AppStat, no período após queda de 42% de usuários, detectou aumento de usuários mensais, mas sugeriu que os novos perfis estavam menos ativos que os anteriores. A polêmica fez com que o Facebook se pronunciasse e alterasse pontos obscuros do termo de uso para tentar reverter a percepção de que a rede pretendia comercializar imagens sem remunerar os autores/publicadores.
A querela ganha força novamente com o anúncio de que o Facebook irá convergir o Instagram para a rede social, compartilhando dados de usuários, com a desculpa de facilitar a identificação de spam, auxiliar na detecção de problemas e oferecer soluções mais rápidas. Mas, por traz deste anúncio parece estar também a intenção de incluir propagandas no Instagram para torna-lo rentável e a criação de um banco de imagens que poderá ser compartilhado com empresas de publicidade.
Criada em 2010 por Kevin Systrom e Mark Krieger inicialmente para iOS, ganhou versão para Android em 2012. Hoje, de acordo com informações do blog do app, o Instagram possui 200 milhões de usuários ativos mensais, 20 bilhões de imagens postadas, 60 milhões de novas fotos publicadas por dia, que recebem 1,6 bilhão de curtidas. E seus usuários são, em grande parte, 65%, de fora dos Estados Unidos. Agora é esperar a repercussão para verificar se a rede irá apresentar nova queda vertiginosa de usuários ou se seguirá conquistando novos ‘fotógrafos’ mundo afora.
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