Mais uma polêmica toma conta de Palo Alto. Desde 2013, o Google vem removendo da Play Store aplicativos que interferem em outros aplicativos, como os que bloqueiam anúncios e propagandas de outros APPs ou impedem o rastreamento da atividade online, seja para economizar banda de internet, garantir privacidade do usuário Android ou para oferecer uma experiência móvel menos invasiva.
Depois de já ter banido das lojas o Adblock Plus, entre outros APPs, o mais novo serviço a ser excluído da loja foi o Disconnect Mobile, de uma startup de São Francisco que investiu um ano e US$ 300 mil no desenvolvimento do APP que impedia o recolhimento de dados dos usuários.
O caso é polêmico por não encontrar similar no passado. Desenvolvedores acusam Apple e Google de controlarem a mãos de ferro o mercado de APPs devido ao rigor excessivo de suas lojas, atitude jamais tomada pela Microsoft, que nunca proibiu a distribuição de softwares para o sistema operacional Windows, nem mesmo quando contava com grande domínio do setor, mandando no mercado de computadores domésticos.
Muitos defendem que o direito do usuário deveria ser o mesmo, seja no desktop, seja em suas mãos, com os smartphones e tablets e acusam o Google e a Apple de privilegiarem as relações comerciais e tentar manter a venda de anúncios lucrativa. Parece um argumento razoável, não é mesmo?
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