A Microsoft lançou, no fim de junho, um grande esforço para tentar combater crimes virtuais, visando cortar a comunicação entre hackers e computadores infectados. A operação começou após uma ordem judicial dos Estados Unidos, que quer dar fim a malwares conhecidos como Bladabindi e Jenxcus. De acordo com a companhia, os dois vírus trabalham de forma semelhante e foram desenvolvidos e distribuídos no Kuwait e na Argélia.
Este é o primeiro caso de grande repercussão envolvendo malware produzido fora da Europa Oriental, segundo informações do advogado assistente da unidade de combate a crimes digitais da Microsoft, Richard Domingues Boscovich.
De acordo com ele, a empresa nunca tinha visto um malware codificado fora do Leste Europeu que tenha ficado tão grande como estes, o que demonstra uma globalização do cibercrime. Boscovich diz também que levará dias para determinar quantas máquinas foram infectadas pelos dois malwares, mas observou que o número pode ser muito grande porque o sistema antivírus da Microsoft detectou sozinho cerca de 7,4 milhões de infecções durante o ano passado e está instalado em pelo menos de 30% dos PCs do mundo.
O advogado afirma que os desenvolvedores comercializaram o malware nas mídias sociais, incluindo vídeos no YouTube e uma página no Facebook. Eles divulgaram vídeos com técnicas para infectar PCs, disse ele.
O malware tem menus que podem ser clicados pelo usuário para executar funções como visualizar remotamente a tela do computador infectado em tempo real, gravação das teclas digitadas, roubo de senhas e monitoramento de conversas, segundo os documentos encaminhados ao tribunal distrital do Estado norte-americano de Nevada.
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