Mini-CV Tim Cook

Thimothy Donald Cook, 54 anos, calculista, um pouco apático no palco, graduado em Engenharia de Produção e MBA em Gestão de Negócios, é o atual CEO e responsável pela gestão diária das operações da Apple.

Americano, empresário, milionário (fortuna avaliada em US$ 400 milhões), feliz e gay, assumido desde outubro deste ano. Discreto, guerreiro e focado, o executivo afirma não sofrer discriminação dentro da empresa. E quem se atreveria a ir contra o que, segundo o próprio, é o seu maior dom divino?

Trabalhou na IMB por 12 anos, com passagens pela Compaq e Intelligend Eletronics, entrou para a Apple em 1998, como Vice-Presidente Sênior de Operações Globais, ocupando uma sala bem próxima a de Steve Jobs. Na Apple, ocupou o cargo de COO de 2004 a 2011. Também foi membro do Conselho de Administração da Nike.

Atuou como CEO da companhia por três vezes antes de assumir definitivamente o cargo, por dois meses em 2004, enquanto Jobs estava licenciado do cargo para tratamento contra o câncer, por vários meses em 2009, quando Jobs tirou licença para realizar o transplante de fígado, e, em 2011, após a terceira licença médica solicitada por Jobs. Até que, neste mesmo ano, o fiel escudeiro foi convidado por Steve Jobs para ser seu sucessor no comanda da maçã.

É apontado como um dos grandes responsáveis pela reestruturação da Apple em seu período mais negro, quando buscou fornecedores externos para descentralizar a montagem de boa parte dos produtos da empresa, aliviando a pressão financeira sobre o caixa da companhia.

Quer manter o foco das notícias sobre os lançamentos da Apple, mas admira pessoas que não constroem produtos, mas, sim, contribuem para a reformatação das relações sociais, como Martin Luther King (I have a dream) e Robert F. Kennedy – pessoas que dedicaram suas vidas a causas em prol de minorias da sociedade.

Não ativista, mas solidário às dificuldades enfrentadas pelo público gay, espera ter contribuído para uma maior aceitação e entendimento de outras pessoas a respeito do tema, ao sair do armário. Tio Cook até virou nome de Lei anti-discriminação do seu estado, o Alabama. Não dava pra manter tantas qualidades dentro do closet, né não Tim Cook?

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