Mercado

O mercado negro do crime virtual

“Botnet recém-construída, excelente para ataques DDoS, por US$ 100 o aluguel”.

“Toolkit para monitorar aplicativos de mensagens, apenas US$ 10″.

“Mil dados de cartões de crédito roubados, por apenas US$ 0,06 cada”.

Pode parecer um pouco com a feira da sua rua ou com qualquer anúncio de jornal, mas é apenas algum hacker mal intencionado, tentando propagar o crime cibernético – e de quebra faturar alguma grana.

Quem disse que na internet é possível encontrar e vender de tudo estava certo. Hackers mais experientes estão utilizando conhecimento técnico adquirido ao longo dos anos para criar ferramentas e vendê-las como mercadorias.

E não são apenas arquivos maliciosos que podem ser encontrados no mercado negro. De contas de e-mail a infraestruturas gigantescas, se você quiser e estiver disposto a desembolsar alguns milhares de dólares pode ter seu verdadeiro arsenal digital a serviço do crime.

Geralmente este tipo de marketplace não é encontrado na internet como conhecemos. Eles estão em fóruns ocultos na deep web. Para acessá-los, é preciso ter um navegador específico – e encontrá-los não é tarefa fácil.

Mas até mesmo na web comum é possível encontrar esse tipo de comércio. Alguns sites vendem spywares, aplicativos para espionagem, como se fossem produtos legais, que podem ser utilizados livremente por qualquer um.

Vulnerabilidades

O mesmo acontece com brechas achadas nas linhas de códigos de softwares. Algumas empresas têm se especializado em achar erros que comprometam a segurança de aplicativos. Até aí, tudo bem. Mas, se tratando de códigos open source, como o Open SSL ou até mesmo o Android, isso pode ser um problema.

Essas empresas podem achar uma falha crítica que comprometa a segurança de milhões de usuários e fazer um leilão, revelando aonde se encontra a vulnerabilidade para quem pagar mais. E o pior, divulgar essa vulnerabilidade antes que seja encontrada uma solução, fazendo com que essa informação caia na mão de hackers mal intencionados.

Por isso, em se tratando de segurança digital, a melhor forma é se prevenir. Não clicar em nada suspeito, manter aplicativos atualizados, além, é claro, de ter instalado em seu sistema um bom antivírus, como o PSafe Total para Windows ou o PSafe Total para Android.

Com a suíte de segurança em seu dispositivo, você estará protegido contra arquivos maliciosos.

Posts Recentes

Como liberar espaço no celular sem apagar fotos importantes

A mensagem “armazenamento quase cheio” costuma aparecer no pior momento: na hora de gravar um…

Como preparar o Find Hub antes de perder o celular

Perder o celular costuma transformar uma tarefa simples em uma corrida contra o tempo. O…

RatHat no Android: como IA e permissões entram no ataque

O malware RatHat no Android chamou atenção porque usa inteligência artificial durante o ataque. A…

Siri AI em português: quando chega e quais aparelhos são compatíveis

A Siri AI em português começa a chegar em versão beta em outubro de 2026,…

O que não compartilhar com ChatGPT, Gemini e outras IAs

Você pode pedir a uma inteligência artificial que resuma um contrato, revise um texto ou…

Como ver quais apps usam câmera, microfone e localização

Você abre um aplicativo para pedir comida, outro para editar uma foto e mais um…