Quem nasceu antes dos anos 2000 muito provavelmente se lembra do barulho exagerado da internet discada ou da clássica notificação do programa de mensagens ICQ (à época, concorrente do MSN Messenger). Mas, e as crianças e jovens adolescentes nascidos no século 21? Pensando justamente em resgatar e preservar os sons de equipamentos eletrônicos e digitais que marcaram uma geração, o norte-americano de Tennessee, Brendan Chilcutt, criou o Museu de Sons Ameaçados de Extinção (tradução livre).
De acordo com Chilcutt, o projeto lançado em 2012 tinha como objetivo reunir até o ano passado uma coleção de sons. Embora com acervo limitado, além da internet discada e do ICQ, o site reúne os ruídos da máquina de escrever, do brinquedo tamagotchi, das câmeras de fotografia analógicas, do GameBoy, entre outros. Para os próximos sete anos, Chilcutt planeja reinterpretar esses sons na linguagem binária.
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“Imagine gerações de crianças sem conhecer o som dos anjos de uma TV de tubo? Quando o mundo inteiro adotar aparelhos touch silenciosos, onde mais ouviremos o som de dedos batendo em teclados?” São esses os questionamentos que Chillcutt aponta como inspiração para o seu Museu do Som, acessível a todos on-line, claro.
Para ouvir, basta clicar na foto do objeto ou ainda ouvir vários ao mesmo tempo e simular um antigo escritório. Recordar é viver!
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