Homens caíram três vezes mais em golpes no WhatsApp que mulheres

Relatório da Segurança Digital no Brasil mostra que homens clicaram em cerca de 30 milhões de links maliciosos pelo app de mensagens no primeiro trimestre de 2018

Entre janeiro e março de 2018, os homens acessaram 29.166.764 links maliciosos via WhatsApp. O número é cerca de 3.5 vezes maior que o total de links acessados por mulheres, que clicaram em 8.277.316 endereços maliciosos no mesmo período. O dado é do 3º Relatório da Segurança Digital no Brasil, estudo trimestral do dfndr lab, laboratório de segurança da PSafe.

Homens são mais propícios a cair em golpes no WhatsApp que mulheres

Segundo o levantamento, a categoria de phishing via app de mensagens é, incluindo ambos os gêneros, a que soma mais vítimas. “Isto acontece porque, através do WhatsApp, app mais usado pelos brasileiros, os golpes viralizam rapidamente, atingindo um grande número de pessoas”, explica Emilio Simoni, Diretor do dfndr lab. Entre os homens, a categoria representou 66,94% do número total de ataques, enquanto para as mulheres representou 56.99%.

De acordo com Simoni, os temas podem ser os grandes responsáveis por atrair mais homens. No trimestre, os dois golpes no WhatsApp com mais acessos tratavam dos assuntos futebol e conteúdo adulto.

Mulheres são mais suscetíveis a Publicidade suspeita do que homens

Comparativamente, em números percentuais, o phishing via app de mensagens é a categoria com mais vítimas do sexo masculino, enquanto a categoria Publicidade suspeita atinge mais mulheres.

Sua dinâmica envolve a oferta de produtos milagrosos ou a divulgação de páginas ou alertas falsos afirmando que o celular da vítima está infectado ou desatualizado. O usuário é, então, induzido a instalar um aplicativo ou redirecionado a outro link malicioso.

Para o público feminino, a categoria representou 17.56% do total de ataques. Veja o comparativo (em proporção) abaixo.

Como se proteger contra golpes no WhatsApp

Esse tipo de prática criminosa é conhecida como “phishing” (em referência à “pescaria”, em inglês) justamente porque usa uma “isca” para atrair a vítima. Segundo Emilio Simoni, em golpes no WhatsApp, o criminosos criam uma página falsa que induz o usuário a fornecer dados e a compartilhar o link falso ou com vírus com seus contatos. Para se proteger contra estes e outros ataques, o especialista recomenda manter um antivírus instalado no celular, a exemplo do dfndr security, antivírus gratuito para Android.

O app de segurança é o único com a função Bloqueio de Hackers, uma proteção em tempo real contra golpes no WhatsApp, e também no SMS e Messenger. Cada vez que o usuário recebe ou acessa um link malicioso, ele envia um alerta como o da imagem abaixo:


Simoni alerta também para que o usuário sempre desconfie de assuntos sensacionalistas, grandes promoções, e vagas de emprego divulgados em apps de mensagens. “Procure saber se a informação é verdadeira nos sites oficiais das marcas”, orienta. “Na dúvida, use a Análise de links do dfndr lab, que indica se um link é perigoso ou não em poucos segundos”, completa. O serviço é gratuito e pode ser acessado através do sistema Android, iOS ou computador pelo endereço www.psafe.com/dfndr-lab/pt-br/.