O sequestro de dados de sites tem sido uma das principais práticas dos ataques online de hackers, que preparam armadilhas cada vez mais complexas e diversificadas. As empresas contabilizam prejuízo em 2014 e passam a investir pesado em segurança.
No início de ano, a Target, rede varejista norte-americana sofreu uma invasão cibernética, que ocasionou o roubo de informações pessoais de aproximadamente 70 milhões de clientes do site da companhia.
Após o episódio, 60% das principais empresas do Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália aumentaram seus investimentos em segurança para se proteger de possíveis ataques de hackers.
Um grupo de hackers conhecido como Rex Mundi pediu o pagamento de resgate à Domino’s Pizza, da França e Bélgica, no valor de U$$ 40 mil para devolver os dados de 600 mil clientes obtidos através de invasão dos servidores da empresa.
O grupo ameaça publicar informações como nome, endereço, e-mail, senhas, dentre outras informações, caso o pagamento não seja realizado. O Rex Mundi, em 2012, fez uma ação parecida com a empresa de crédito consignado AmeriCash Advance. Na ocasião, foram publicados milhares de dados de pessoas solicitantes de empréstimos financeiros.
Outro alvo recente da onda de sequestro foi o leitor de RSS Feedly que teve seu serviço interrompido por horas. Em comunicado, a empresa teve que dar explicações a seus usuários e relatou que os criminosos virtuais exigiram pagamento de resgate para que o serviço voltasse a funcionar. A RSS Feedly nega ter pago qualquer quantia.
O ataque sofrido, como muitos que estão ocorrendo durante a Copa do Mundo a sites governamentais e de empresas que apoiam o Mundial, é o DDoS que sobrecarrega o servidor do site, tirando a página do ar.
Um dos maiores e-commerces do mundo, o eBay, também sofreu com o ataque de cibercriminosos. Recentemente, a companhia informou que sua base de dados foi atacada, o que afetou cerca de 145 milhões de usuários de seu site.
O eBay solicitou que todos os usuários alterassem suas senhas. Em comunicado oficial, a companhia informou que a base de dados atacada não continha informações financeiras dos clientes.
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