O spyware mobile responsável pelo vazamento de dados é o mSpy, que já foi comercializado como software de controle parental e para empresas, respectivamente, para espionar o que os filhos e os trabalhadores fazem nos devices mobile quando conectados.
O software móvel monitora o dispositivo eletrônico e rastreia todas as atividades realizadas, como atualização de agenda, SMS, e-mails, histórico de chamadas, localização GPS e histórico de navegação, entre outros.
Os dados foram vazados na rede TOR e mais de 400 mil devices foram monitorados, o que inclui Apple’s ID e senhas de acesso, além dos dados de pagamento de mais de 145 mil transações bem-sucedidas.
Ao que tudo indica, as vítimas-alvos eram mesmo as pessoas e não as empresas. O software de vigilância afirma ter sedes nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Porém, investigação inicial mostra que a empresa que vende o mSpy está sediada fora do Reino Unido.
Quando as empresas compram o programa, tornam-se responsáveis por capturar, armazenar e tratar os dados coletados. E podem ser responsabilizadas pelo vazamento. Já os pais, que queriam proteger seus filhos, podem ter deixado a privacidade dos seus rebentos escancarada. Parece que a vontade de espionar saiu pela culatra.
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