Categorias: Cibersegurança

O níquel de tablets e celulares pode causar lesões na pele

Este mês, um menino de 11 anos deu entrada no Rady Children’s Hospital, em San Diego, nos Estados Unidos, apresentando um quadro de urticária. De acordo com um artigo publicado na revista “Pediatrics”, testes revelaram que ele tinha alergia a níquel. E assim, os médicos puderam identificar a causa do problema: o tablet da família, comprado em 2010.

A partir disso, os especialistas passaram a testar o tablet (e um iPad) e constataram que havia níquel em sua composição exterior. A coautora do artigo conta que o menino usava diariamente os dois. O paciente só teve melhora após a colocação de uma capa de proteção nos aparelhos.

Outros relatos recentes publicados em revistas médicas fazem referência a alergias ao níquel provocada em grande parte por dispositivos eletrônicos pessoais, como laptops e celulares.

Segundo o dermatologista responsável pelo ambulatório de cosmiatria do Instituto de Cirurgia Plástica do Hospital Santa Cruz, em São Paulo, Ricardo Limongi Fernandes, a dermatite de contato causada pelo níquel é relativamente frequente e conhecida também como “alergia a bijuterias”.

“Uma vez instalada, a dermatite de contato alérgica gera sinais característicos, em geral, lesões avermelhadas e descamativas, além de sintomas como o prurido”, explica o especialista. Caso você ou alguém de sua família apresente esses sinais, é preciso procurar um dermatologista. Até a primeira consulta, deve-se evitar tomar banhos quentes e demorados, se expor ao sol e fazer automedicação, especialmente com compostos contendo corticoides. Uma dica é manter a pele hidratada.

De acordo com o dermatologista Ricardo Limongi Fernandes, a única forma 100% eficaz de evitar a dermatite de contato alérgica é não se expor ao agente desencadeante. “No caso do níquel, sabemos que é amplamente utilizado em objetos do cotidiano, sendo praticamente impossível não ter acesso a ele. Portanto, o cuidado deve ser evitar o contato prolongado e desnecessário”, afirma o médico.

Algumas medidas simples e eficazes recomendadas por especialistas são evitar o uso de bijuterias, de chaves no bolso (brincar com elas ou com chaveiros), de fivelas metálicas nas vestimentas e nos relógios, além da necessidade de encapar internamente com tecido botões e rebites de calças jeans. No caso de eletrônicos como tablets ou celulares que contenham metal é recomendado também que sejam utilizadas capas.

 

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