{"id":12296,"date":"2015-05-02T19:00:29","date_gmt":"2015-05-02T22:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/?p=12296"},"modified":"2015-05-08T14:26:35","modified_gmt":"2015-05-08T17:26:35","slug":"cabos-submarinos-infraestrutura-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/cabos-submarinos-infraestrutura-internet\/","title":{"rendered":"Viagem ao fundo do mar. A infraestrutura que conecta o mundo"},"content":{"rendered":"<p>A pr\u00f3xima vez que voc\u00ea estiver vendo um v\u00eddeo no YouTube e ele travar ou se sua conex\u00e3o cair de repente, pensar\u00e1 duas vezes antes de culpar a companhia fornecedora de internet. Os culpados desses problemas podem estar a milhares de quil\u00f4metros nas profundezas dos oceanos, que atacam a verdadeira infraestrutura que nos conecta \u00e0 internet, os cabos submarinos.<\/p>\n<p>Segundo dados, 99% das comunica\u00e7\u00f5es entre continentes se produzem em forma de pulso pelo mar. S\u00e3o mais de 900.000 km de <a href=\"https:\/\/www.submarinecablemap.com\/\" target=\"_blank\">cabos submarinos<\/a> que ficam entorno no planeta e chegam at\u00e9 os lugares mais afastados.<\/p>\n<p>Com a quantidade de cabos existentes nos mares poderiam dar 22 voltas na terra pelo Equador e realizar uma viagem de ida e volta \u00e0 lua. Em outras palavras, essas vias funcionam como se fossem viadutos que tornam poss\u00edveis nossas comunica\u00e7\u00f5es internacionais ou a troca de grandes volumes de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo \u00e9 r\u00e1pido, diferente das comunica\u00e7\u00f5es por sat\u00e9lites. Por isso, cerca de 90% do tr\u00e1fego da internet circula por meio desses cabos que unem os cinco continentes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/cabos-mar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12298\" src=\"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/cabos-mar.jpg\" alt=\"cabos mar\" width=\"800\" height=\"374\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>Cabos e mais Cabos<\/strong><\/h3>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o dessa tecnologia n\u00e3o \u00e9 nova. Come\u00e7ou em 1850 com o uso do tel\u00e9grafo e as inten\u00e7\u00f5es de conectar a Fran\u00e7a com a Inglaterra. Fizeram um cabo recoberto de cobre, mas que se quebrou ao primeiro contato com as redes de um barco pesqueiro.<\/p>\n<p>Hoje, tem se realizado grandes avan\u00e7os na \u00e1rea e introduzido cabos submarinos de fibra \u00f3tica, alguns com DWDM (uma t\u00e9cnica de transmiss\u00e3o de sinais), que permite mandar mais de um sinal por meio dessa fibra.<\/p>\n<p>O SEA-ME-WE 3 \u00e9 o cabo mais longo do mundo com 39,000 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, que parte da Alemanha e passa por 39 pontos do globo at\u00e9 chegar ao Jap\u00e3o e a Austr\u00e1lia. O SAM-1 da Telef\u00f4nica, que oferece 2Tbps, une EUA com pa\u00edses do Caribe e da Am\u00e9rica do Sul, enquanto que o SEA-ME-WE 4 conta com uma capacidade de 1.25 Tbps e une parte da Europa, \u00c1frica e \u00cdndia.<\/p>\n<p>Como nem tudo \u00e9 perfeito, esses cabos tamb\u00e9m se quebram ou sofrem danos. Calcula-se que a cada ano sofrem entre 100 e 150 falhas, 75% delas acontecem perto da orla por atividades de barcos pesqueiros, e o resto, nas profundezas dos oceanos por culpa dos terremotos ou fortes temores.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o s\u00f3 a atividade humana ou a natureza representam um risco. Os peixes e at\u00e9 tubar\u00f5es tamb\u00e9m causam esse tipo de preju\u00edzo, j\u00e1 que se sentem atra\u00eddos pelas ondas eletromagn\u00e9ticas que emitem os condutores.<\/p>\n<p>Para solucionar esses problemas \u00e9 preciso que as companhias mandem uma frota de navios distribu\u00eddos estrategicamente para consertar a falha e possamos nos conectar \u00e0 internet. Al\u00e9m disso, empresas como o Google j\u00e1 t\u00eam anunciado que ir\u00e3o recobrir seus cabos com Kevlar, um material fino, mas muito resistente que se usa para fabricar pneum\u00e1ticos e colete a prova de balas. Atualmente, est\u00e3o cobertos de isolamento de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tiburao-cabos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12299\" src=\"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/tiburao-cabos.jpg\" alt=\"tiburao cabos\" width=\"800\" height=\"374\" \/><\/a><\/p>\n<h3><strong>Na superf\u00edcie e profundidade<\/strong><\/h3>\n<p>Os perigos que afetam essas infraestruturas tamb\u00e9m representam uma amea\u00e7a para as pessoas. Em 2005 um terremoto deixou o Paquist\u00e3o sem internet durante dias, em 2006 outro forte tremor desconectou a \u00c1sia de todas as partes do mundo, reduzindo, assombrosamente, a quantidade de spam em toda a rede. Com isso nos demos conta que ante um fen\u00f4meno natural simplesmente podemos ficar off-line em algum momento.<\/p>\n<p>Os governos de alguns pa\u00edses tamb\u00e9m podem usar essas conex\u00f5es para espiar outros. Por isso, o Brasil tem como objetivo construir seu pr\u00f3prio cabo, para evitar que os EUA ou qualquer outro possa interceptar esses cabos e vigiar informa\u00e7\u00e3o sigilosa dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>A infraestrutura ter\u00e1 5.600 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e unir\u00e1 Fortaleza com Lisboa. Espera-se que esteja pronto em 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cabos submarinos s\u00e3o a principal via que conecta o mundo \u00e0 internet. Conhe\u00e7a mais sobre essas infraestruturas neste post. <\/p>\n","protected":false},"author":114,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12296","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciberseguranca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/114"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12296"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12296\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}