{"id":5700,"date":"2014-12-19T17:00:00","date_gmt":"2014-12-19T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/vou-xingar-muito-no-twitter"},"modified":"2022-01-24T13:14:49","modified_gmt":"2022-01-24T16:14:49","slug":"vou-xingar-muito-no-twitter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/vou-xingar-muito-no-twitter\/","title":{"rendered":"Vou xingar muito no Twitter"},"content":{"rendered":"<h2><i><strong>A raiva e a inveja transformam rela&ccedil;&otilde;es nas redes sociais<\/strong><\/i><\/h2>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/s.psafe.com.br\/blog\/xingar-twitter_2014-12-18-15-43-21.jpg\" style=\"height:340px; width:770px\" \/><\/p>\n<p>Coragem! Essa &eacute; uma das palavras que mais definem as pessoas nas redes sociais. A liberdade para falar o que bem entender e sem estar na presen&ccedil;a de outras pessoas, n&atilde;o s&oacute; aumenta a ousadia dos internautas, como tamb&eacute;m, por muitas vezes, o discurso da raiva. Muitos desabafos nas redes passam dos limites. Todo esse &oacute;dio pode ser visto claramente em posts, especialmente &ndash; aqui no Brasil &ndash; no Facebook e no Twitter.<\/p>\n<p>Um levantamento da General Sentiment, empresa norte-americana que lida com gerenciamento de social media, informou que um dos sentimentos mais demonstrados nas redes sociais &eacute; a raiva. A conclus&atilde;o aconteceu ap&oacute;s mais de 179 milh&otilde;es de t&oacute;picos serem analisados.<\/p>\n<p>Um dos problemas do ac&uacute;mulo de sentimentos negativos no ambiente online &eacute; a perda da consci&ecirc;ncia do outro. As pessoas acabam se esquecendo de que, do outro lado da tela, est&atilde;o pessoas com sentimentos reais e exageram na dose. Al&eacute;m disso, &eacute; mais f&aacute;cil agredir o outro sem sofrer as consequ&ecirc;ncias vis&iacute;veis e imediatas disso. Essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; conhecida pelos psic&oacute;logos como &ldquo;efeito de desinibi&ccedil;&atilde;o online&rdquo;.<\/p>\n<p>O Twitter, por ser uma ferramenta para veicula&ccedil;&atilde;o de rea&ccedil;&otilde;es imediata, acaba sofrendo consequ&ecirc;ncias mais diretas desse problema. E como o site foi pensado para ser um ambiente amplo para a troca de opini&otilde;es, que permite a cria&ccedil;&atilde;o de perfis &ldquo;fake&rdquo;, n&atilde;o &eacute; raro que sejam encontrados cada vez mais os chamados &ldquo;trolls&rdquo;, ou seja, pessoas que criam perfis para postar coment&aacute;rios negativos sobre outras, protegidos pelo anonimato.<\/p>\n<p>Em outro estudo recente, um grupo de cientistas da China analisou cerca de 70 milh&otilde;es de mensagens publicadas por 200 mil utilizadores na rede social Weibo, uma plataforma semelhante ao Twitter e com mais de 500 milh&otilde;es de utilizadores registados (o Twitter tem cerca de 200 milh&otilde;es de utilizadores ativos).<\/p>\n<p>O levantamento analisou as mensagens publicadas e classificou-as como expressando um dos quatro sentimentos: raiva, alegria, nojo ou tristeza. Cada utilizador foi catalogado de acordo com aquele que expressava mais frequentemente.<\/p>\n<p>A equipe descobriu que os utilizadores mais pr&oacute;ximos na rede tendem a manifestar predominantemente o mesmo tipo de sentimento. E a raiva &eacute; aquele que &eacute; mais vezes compartilhado entre os usu&aacute;rios, seguido de alegria e, em n&iacute;veis muito mais baixos, a tristeza e o nojo.&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Psic&oacute;logo avalia raiva na internet<\/strong><\/h2>\n<p>Algumas atitudes de raiva s&atilde;o explic&aacute;veis. Para o psic&oacute;logo e psicanalista Fernando Rui Tavares, esse &oacute;dio manifestado nas redes sociais, na maioria das vezes, est&aacute; ligado ao sentimento de nega&ccedil;&atilde;o, ao ver uma opini&atilde;o t&atilde;o diferente da sua, e &agrave; inveja.<\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s sentimos raiva daquilo que n&atilde;o podemos ter ou ser. E esse sentimento &eacute; um mecanismo de defesa da inveja. Como &eacute; t&atilde;o vergonhoso admitir a inveja, mesmo para n&oacute;s mesmos, n&oacute;s dizemos ent&atilde;o que temos raiva! Apesar de expressar-se mediante a for&ccedil;a da agressividade, ela nos enfraquece. A raiva surge quando nos sentimos fracos e frustrados ao termos de reconhecer nossos limites internos e externos&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>O maior problema &eacute; quando esse &oacute;dio passa a ser constante, uma esp&eacute;cie de estado natural da pessoa.<\/p>\n<p>&ldquo;Sentir raiva com frequ&ecirc;ncia pode indicar alto grau de estresse ou at&eacute; mesmo alguma patologia. Em pequenas doses, a raiva pode servir de impulso para a&ccedil;&otilde;es ou motiva&ccedil;&atilde;o para mudan&ccedil;as&rdquo;, diz Tavares, que complementa dizendo que esse sentimento pode ser revertido para benef&iacute;cios. &ldquo;As medicinas antigas defendiam que todas as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o positivas se estiverem equilibradas em nossas vidas. A raiva pode ser um gatilho para nos mobilizar para a a&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o muito poderosa e que, quando bem canalizada, nos faz ter energia para enfrentar as dificuldades&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>O psic&oacute;logo explica que para se livrar desses sentimentos &eacute; preciso um esfor&ccedil;o pessoal, e ter a consci&ecirc;ncia que est&aacute; tomado pela raiva ou pelo sentimento de inveja. Ele d&aacute; as dicas:<\/p>\n<p>&ldquo;A primeira atitude para n&atilde;o cobi&ccedil;ar o que aparece na sua timeline &eacute; ter consci&ecirc;ncia dos pr&oacute;prios atos e assumir que sente inveja. N&atilde;o precisa bloquear aquela sua amiga que est&aacute; fazendo compras em Nova York ou tomando sol e champanhe no Hava&iacute;&rdquo;.<\/p>\n<h2><strong>Raiva n&atilde;o pode atrapalhar o andamento de uma empresa<\/strong><\/h2>\n<p>Os desabafos descontrolados nas redes sociais podem prejudicar uma pessoa, mas quando a quest&atilde;o se trata de uma empresa, a&iacute; os problemas podem ser s&eacute;rios, j&aacute; que esta companhia, por muitas vezes, est&aacute; falando para milhares ou at&eacute; milh&otilde;es de pessoas diretamente.<\/p>\n<p>A PSafe, por exemplo, conta com uma equipe de m&iacute;dias sociais que lida com monitoramento, conte&uacute;do e relacionamento. Eles sabem que &eacute; preciso ficar ligado o tempo todo, pois uma publica&ccedil;&atilde;o, seja da parte do cliente ou de um funcion&aacute;rio da empresa, pode prejudicar e muito a imagem do local.<\/p>\n<p>&ldquo;Trabalhamos de forma antecipada, ou seja, analisamos os canais em uma plataforma de monitoramento de tudo que &eacute; falado em um universo sobre a PSafe nas redes sociais. Em caso de reclama&ccedil;&otilde;es, buscamos o m&aacute;ximo de informa&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis e buscamos ser sol&iacute;citos com o usu&aacute;rio e atender bem, independentemente do tom de voz que ele vem at&eacute; n&oacute;s&rdquo;, diz Patricia Mendon&ccedil;a, coordenadora de SAC da PSafe Tecnologia.<\/p>\n<p>Ela acrescenta que controlar o cliente &eacute; uma das formas mais imediatas de se agir. Antes, &eacute; preciso identificar o que ele pretende:<\/p>\n<p>&ldquo;Primeiro tentamos identificar se essa raiva tem um motivo real ou se &eacute; apenas troll, e analisar o perfil do usu&aacute;rio. A abordagem vai depender do motivo e ambos atenderemos prontamente&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; Renata Lopes, que faz parte da equipe de redes sociais, sugere o que as empresas devem fazer ao se deparem com o &oacute;dio nas redes sociais, bem como os erros que precisam ser evitados.<\/p>\n<p>&ldquo;O principal erro &eacute; deixar o f&atilde;\/cliente falando sozinho, pois se ele fizer uma reclama&ccedil;&atilde;o e seu problema n&atilde;o for solucionado, ele ir&aacute; compartilhar em outras redes, assim mobilizando o maior n&uacute;mero de compartilhamentos sobre a situa&ccedil;&atilde;o, e o problema que poderia ser solucionado de imediato ir&aacute; apenas crescer e a reputa&ccedil;&atilde;o da empresa ser negativa&rdquo;, explica Renata, que tamb&eacute;m destaca um excesso que n&atilde;o raramente &eacute; cometido pelas companhias:<\/p>\n<p>&ldquo;Muitas empresas enxergam as redes sociais como um neg&oacute;cio em potencial e se esquecem de que o foco delas &eacute; engajar, principalmente no Brasil, onde 40% das pessoas curtem uma marca no Facebook. Essas pessoas querem estar pr&oacute;ximas das marcas que utilizam para poder falar e serem ouvidas. Hoje, quando um usu&aacute;rio busca pela reputa&ccedil;&atilde;o de uma empresa nas redes sociais ele n&atilde;o avalia como quesito principal a reclama&ccedil;&atilde;o, mas sim se a empresa solucionou um problema. Se &eacute; uma empresa que n&atilde;o atende, que n&atilde;o resolve os problemas dos seus clientes, essa empresa n&atilde;o ir&aacute; fazer novos neg&oacute;cios&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A raiva e a inveja transformam rela\u00e7\u00f5es nas redes sociais<\/p>\n","protected":false},"author":114,"featured_media":8752,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_crdt_document":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[199],"class_list":["post-5700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mercado","tag-twitter"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/114"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5700\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8752"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psafe.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}