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Mini-CV Evan Spiegel

CEO do Snapchat, para muitos: arrogante, inseguro, imaturo e desengonçado, longe do perfil ideal de um garoto prodígio do Vale do Silício

Evan Thomas Spiegel, 24 anos, controverso, é co-fundador e CEO do Snapchat, serviço desenvolvido dentro de um projeto de classe, enquanto ainda estudava Design de Produto em Stanford, curso que não terminou.

Nascido em Los Angeles, este americano fundou, em parceria com um amigo americano, o APP Snapchat, que faz parte do Top 10 de downloads do iTunes.

Cristão, de família rica, foi criado assistindo missas na igreja episcopal. Estudou na Crossroads School for Arts and Sciences, em Santa Mônica, na Oits College of Art and Design, em Los Angeles, e no Art Center College of Design, em Pasadena. Estagiou na área de vendas da Red Bull, em uma empresa biomédica, em Cape Town, África do Sul, e no TXTWeb projetc.

Admirador do Google e da Tencet, Spiegel está mais para o perfil dos fundadores da Apple, Microsoft e Facebook, já que é acusado de excluir da sociedade outro ex-amigo que afirma ser, em parte, mentor da ideia do Snapchat.

Criador de um APP de mensagens instantâneas Picaboo, com visualização de fotos por 10 segundos e que rapidamente iam parar no lixo, fracassou. Rebatizado Snapchat, em 2011 o serviço caiu no gosto popular e hoje é usado por 100 milhões de pessoas por mês.

Paradoxalmente, o fundador do APP que pretendia manter a comunicação em segredo, enfrentou dificuldades quando e-mails enviados no passado a um grupo fechado foram tornados públicos em 2014 e revelaram seu lado homofóbico e preconceituoso em relação às mulheres. Já se redimiu e afirma não ser mais aquele homem babaca da época que escreveu os absurdos, que não vamos repetir aqui.

Para muitos: arrogante, inseguro, imaturo e desengonçado, longe do perfil ideal de um garoto prodígio do Vale do Silício.

Mantém perfil ativo no LinkedIn, recusou ofertas do Google e Facebook (mas alguns ainda não acreditam em suas histórias), tem fortuna avaliada em US$ 1,5 bilhão e o APP Snapchat em US$ 10 bilhões – mesmo sem ainda apresentar um modelo de negócios que permita rentabilizar a empresa.

Levantou US$ 60 milhões em investimentos e embolsou US$ 10 milhões no ano passado. Solteiro, bon-vivant, deixou a casa dos pais há pouco tempo, neste ano, saindo-se com esta: “resolvi sair de casa porque o aluguel era barato”. Paga, numa mansão, cerca de US$ 16 mil por mês.