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O futuro do Office é mobile

Microsoft Office agora conta com uma série de apps para mobile e segue para essas plataformas.

De olho no mercado de dispositivos móveis, a Microsoft vai tentar entrar de vez num mundo em que ainda não conseguiu se estabelecer. Com concorrentes como Google e Apple dominando o setor de smartphones e tablets, a empresa está usando seu tradicional pacote Office como estratégia para tentar abocanhar fatias desse mercado que lhe escapa.

E o plano começou ainda em 2014. A empresa anunciou uma atualização do seu aplicativo Office para iPad, tornando-o completamente gratuito, e a chegada da suíte de soluções para escritório (que inclui Word, Excel e PowerPoint) pela primeira vez a iPhones. Uma versão para o sistema Android estará disponível de forma reduzida a usuários que se cadastrarem.

Até agora, os apps da série exigiam uma assinatura do serviço Office 365 (que custa R$ 169 por ano) para edição de documentos. Sem essa assinatura, era possível apenas visualizar textos, planilhas e apresentações, mas não editá-los, o que agora passa a ser diferente.

Com a mudança na política de preço da Microsoft, os recursos de edição passam a ser gratuitos nos aplicativos móveis. Apenas funções de trabalho em grupo continuam sendo exclusivas de quem tem o Office 365.

Usuários do sistema Android, dono da maior fatia do mercado, terão de se inscrever para testar os novos apps, que só se abrirão ao público em geral no início de 2015.

O mais curioso da situação, porém, é que os aplicativos Office ainda não receberam uma versão otimizada para rodar nos sistemas Windows. A empresa sugeriu que isso só deve ocorrer no ano que vem, quando o Windows 10 chegar ao mercado.

Segundo a Microsoft, dos cerca de um bilhão de usuários de Office no mundo, sete milhões são assinantes das edições para uso pessoal e familiar do Office 365. A empresa também diz que o Office para iPad já teve 40 milhões de downloads.

Mudança de mentalidade com novo CEO

A nova estratégia, adotada por Satya Nadella, diretor da Microsoft desde fevereiro, reconhece que o domínio de seus softwares nos computadores não se reverteu nas plataformas móveis, dominadas por Apple e Google. É ele, principalmente, que vem redobrando os esforços para tornar a companhia mais popular nos aparelhos móveis, onde sabe que está o presente e, principalmente, o futuro.

“Eu não quero lutar batalhas antigas… Eu quero lutar novos desafios”, disse o CEO em recente palestra para jornalistas.

Os novos desafios são grandes, e sobre o futuro, Nadella diz que “o mercado está entrando numa era onde o número de dispositivos móveis, no total, vai ultrapassar o número de pessoas. Também, a quantidade de dados e informações produzidas é maior do que os usuários conseguem consumir. Ainda, as ferramentas que nos serviam antes já não nos servem mais. Logo, meu papel na nova Microsoft é repensar o projeto da empresa, para saber como deve mudar”.