O Brasil é um dos países alvo de cibercriminosos. As autoridades brasileiras estão tomando precauções com a proximidade da Copa do Mundo e propício aumento da incidência desse tipo de crime, que acontece cada vez mais.
A falta de cuidado pode fazer como que dispositivos móveis, como computador, laptop, celular ou tablet sejam sequestrados por cibercriminosos. A instalação do malware ransomware já fez mais de 15 mil vítimas em 50 países, incluindo o Brasil.
A ameaça é disseminada por meio de envio de e-mail com imagem anexa infectada. Ao ser clicada, libera um código que invade as proteções do sistema e insere o código malicioso FileCoder, que logo cria uma senha e criptografa os arquivos da máquina usando uma chave RSA2. A partir daí, o usuário perde acesso dos arquivos salvos no dispositivo e só os recupera mediante pagamento de resgate da máquina.
Os hackers dão prazo de um mês para o depósito em bitcoins ser feito na deep web, por meio do navegador TOR, para devolver acesso aos documentos. O valor de resgate aumenta com o passar do tempo, podendo atingir cerca de R$ 2,3 mil e, em caso de não pagamento, o usuário pode perder para sempre os arquivos do computador.
Para a Copa do Mundo no Brasil, desde o último dia 31, PMs fazem curso de capacitação promovido pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, para evitar ataques de cibercriminosos aos sistemas de comunicação do Brasil durante o Mundial. Esta é uma das maiores preocupações das autoridades, além de ataques terroristas e a explosão das manifestações nas cidades-sedes.
No currículo, noções de análise e monitoramento de redes sociais e medidas de segurança para combate à intolerância esportiva, visando mitigar as vulnerabilidades e ameaças de segurança a instituições e delegações e para enfrentar a criminalidade praticada na rede mundial de computadores.
Somente as redes do Governo Federal recebem, de acordo com a Polícia Federal, mais de dois mil ataques por hora. E 80% dos usuários de Internet já sofreram com este tipo de crime. Estima-se que o prejuízo anual chegue a R$ 15 bilhões. A aproximação do evento esportivo acende a luz de alerta entre as autoridades, que temem o incremento de crimes virtuais no período.
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