A guerra está declarada! Os bancos vão sair da sua zona de conforto e partir para o ataque contra as investidas de hackers. De acordo com o “The Wall Street Journal”, dos Estados Unidos, uma ferramenta de segurança desenvolvida em conjunto entre empresas deve tornar-se operacional a partir de dezembro deste ano.
O objetivo do grupo, formado por 16 bancos, entre eles JPMorgan, Citigroup, BB&T e o U.S. Bancorp, é lançar uma plataforma de segurança para atrapalhar a vida dos cibercrimosos. As instituições financeiras se aliaram a um grupo de empresas de segurança eletrônica para criar uma solução que permita comunicação mais rápida quanto a potenciais ataques.
O produto, batizado de "Soltra Edge", passou por um período de mais de um ano de desenvolvimento. A ferramenta será lançada pela Financial Services Information Sharing Analysis Center (FS-ISAC, na sigla em inglês) e a Depository Trust & Clearing Corp (DTCC, na sigla em inglês).
Série de ataques nos EUA
Em outubro, sistemas de computadores do JPMorgan Chase foram invadidos, acarretando o vazamento de informações de contato de cerca de 73 milhões de famílias e sete milhões de pequenas empresas.
Não só o JPMorgan, mas outras quatro instituições financeiras foram alvo, só em agosto de 2014, de uma sofisticada série de ataques cibernéticos. Segundo o “New York Times”, os objetivos por trás dos ataques ainda são um mistério para os responsáveis pela investigação.
O FBI é uma das entidades que participam da investigação sobre o ataque tentando identificar a origem da sofisticada ação e também entender se as motivações eram simplesmente econômicas ou se trata de uma operação de inteligência ou espionagem internacional. Os hackers tiveram acesso a uma grande quantidade de informações, incluindo dados bancários de clientes e dados sobre a poupança.
Segundo Patricia Wexler, porta-voz do JPMorgan, empresas do porte do banco estão acostumadas a serem alvos diários de ciberataques. Ela afirmou que o banco toma diversas ações para se defender deste tipo de ameaça e tem uma vigilância constante para evitar fraudes.
O que intriga os especialistas em cibersegurança consultados pelo jornal norte-americano é a falta de explicação sobre a motivação do ataque. Ainda não há nenhuma evidência que tenha origem política, nem foi encontrada uma vinculação com países como Rússia e Irã.
Assim, a ferramenta desenvolvida está pronta para tentar atrapalhar qualquer ataque, independente de os técnicos saberem ou não qual objetivo ou de que forma os criminosos irão agir.
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