Três projetos para levar a internet a lugares remotos

 

Você imagina um mundo sem internet? Para seis bilhões de pessoas a falta de conexão é uma dura realidade. Pelo menos, por enquanto. Empresas de tecnologia estão investindo alto para ampliar o acesso à web a comunidades que vivem em lugares remotos. Conheça alguns projetos.

Loon

Pode até parecer que saiu de algum filme de ficção científica, mas usar balões para fornecer internet já é realidade. O Project Loon, financiado pelo Google, utiliza balões feito de plástico biodegradável para flutuar a uma distância de 20 km, na estratosfera. Cada balão possui uma antena de alta capacidade, responsável por captar o sinal LTE de redes de telecomunicações e retransmitir para uma antena receptora no solo, capaz de fornecer conexão para os gadgets.

A ideia é lançar vários em uma determinada localização e, como eles se comunicam entre si, formar uma rede de comunicação e ampliar o raio de ação. Cada balão sozinho tem capacidade de fornecer internet a uma área de 40 km de diâmetro.

A dificuldade está na instabilidade criada pelos ventos. Para isso, o Google desenvolveu algoritmos que permitem os balões utilizarem as correntes de ar para serem controlados e flutuarem até onde for preciso.

O projeto já foi testado com sucesso na Nova Zelândia e na Califórnia, EUA. O governo brasileiro firmou parceria para a empresa fazer testes no país. Em junho deste ano, alunos da Escola Linoca Gayoso Castelo Branco, localizada na zona rural de Campo Maior, no Piauí, conseguiram pela primeira vez acessar a internet graças ao Project Loon.

Satélites

Outro projeto pretendido pelo Google, em paralelo ao Loon, é fornecer internet a lugares longínquos utilizando satélites. Este ano, a empresa anunciou o investimento de cerca de US$ 3 bilhões na iniciativa que prevê o lançamento de 180 satélites de alta potência que orbitarão em baixas altitudes.

Ainda não se sabe se a internet via satélite do Google será gratuita ou quando estará disponível à população, mas o aluguel de um hangar da NASA, anunciado recentemente pela empresa, sinaliza que está mais próxima do que imaginamos.

Drones

Já o Facebook pretende levar internet a lugares remotos utilizando drones. Semelhante ao Project Loon, os aviões não tripulados viajarão a mais de 20 mil km para não interferir no trafego aéreo. Os drones terão um tamanho aproximado de um Boeing 747, serão alimentados por energia solar e controlados remotamente.

Um diferencial em relação ao projeto do Google é o tempo de vida útil. Enquanto um balão dura em torno de 100 dias, os drones poderiam voar anos sem ter que voltar ao solo.

Para aumentar a estabilidade e eficiência da conexão, além das redes LTE e rádio, o projeto pretende usar o free-space optical (FSO), uma espécie de laser usado para transmissão de dados.

A iniciativa faz parte da internet.org, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo a ampliar o acesso à internet no mundo. Além do Facebook, fazem parte outras grandes empresas de tecnologia como Samsung e Qualcomm.

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