Cibercriminosos lucram no mercado financeiro com boatos e venda ilegal de dados

O mercado financeiro sobrevive com constantes variações. A todo instante, qualquer mínima mudança em uma empresa pode afetar de forma significativa o valor de suas ações na bolsa de valores.

E, como muita gente ganha dinheiro nesse sobe e desce do mercado, há também pessoas mal-intencionadas querendo tirar vantagem desse processo.

Quando em julho deste ano foi veiculada a notícia falsa de que o Twitter havia sido comprado por US$ 31 bilhões, as ações da empresa na bolsa de valores chegaram a subir 5%. Entretanto, a informação não passava de um “hoax”, um boato virtual criado para influenciar as pessoas a tomarem decisões baseadas em informações enganosas.

Logo depois, a mentira foi desmascarada e as ações voltaram a baixar, mas o impacto causado no mercado não teve como ser desfeito.

A prática pode ser um pouco estranha para quem não está envolvido no mundo dos negócios, mas muitos cibercriminosos utilizam essas notícias falsas para influenciar a bolsa e ganhar dinheiro.

Nesse caso do Twitter, por exemplo, qualquer pessoa que tivesse comprado as ações pelo preço normal anteriormente e vendido durante o momento de valorização ganharia 5% de lucro. Claro que não dá para considerar o episódio como proposital já que o próprio mercado financeiro consiste nesse processo de flutuação entre compra e venda.

Mas, de toda forma, a oportunidade existiu graças à divulgação na internet do boato de venda da rede social por um perfil fake.

Outra maneira utilizada para lucrar no mercado financeiro é mais próxima da realidade das pessoas. E esqueça os ataques aos seus dados bancários! Hackers especializados criaram um “mercado negro” para roubar e leiloar entre investidores interessados informações exclusivas sobre empresas com ações na bolsa de valores.

Eles invadem os servidores de grandes companhias e descobrem, antes do público, quais anúncios essas empresas farão – dados valiosos para quem pretende investir em ações. Segundo o jornal americano New York Times, esse mercado alternativo de venda e compra de informações privilegiadas de forma ilegal movimentou US$ 100 milhões até o momento.

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