Categorias: Cibersegurança

Julian Assange x Edward Snowden – Segredos revelados

Conheça os principais segredos revelados atribuídos a esses dois personagens da privacidade online

Julian Assange e Edward Snowden são especialistas em sistemas de informática e, há alguns anos, resolveram divulgar dados sigilosos, principalmente dos Estados Unidos.

Assange é um ex-hacker condenado pela Justiça da Austrália, que escolheu o jornalismo investigativo. Já Snowden trabalhava na Agência de Segurança Nacional (NSA) e tinha informações sobre o governo norte-americano. Ficou mundialmente famoso quando resolveu divulgá-las.

Assange desenvolveu um sistema criptografado que permite a informantes fornecerem material secreto preservando o anonimato. Ele é o criador do famoso Wikileaks, site que divulgou milhares de informações sigilosas nos últimos anos.

Snowden, por sua vez, coletou tudo o que podia e entregou a jornalistas de vários veículos, sabendo que sua vida nunca mais seria a mesma. Atualmente está refugiado na Rússia e espera que algum país lhe dê asilo até o dia 1 de agosto. Muitos apostam por um destino na América Latina, Brasil ou Equador.

Diferente de Snowden, que teve acesso aos documentos originais pessoalmente, os materiais sigilosos divulgados por Assange chegaram às suas mãos por intermédio de um analista de computação descontente do Exército dos EUA.

Todos os segredos divulgados por Assange, desde os vídeos de guerra a documentos diplomáticos, referiam-se a fatos passados e já consumados. As revelações feitas por Snowdem, por outro lado, caíram como uma bomba em todo o mundo, pois revelaram o programa de vigilância massiva na internet promovida pelos Estados Unidos.

A espionagem não poupava nem presidentes de outros países. Em suma, acontecia em todos os níveis comerciais e de governo. As revelações dos segredos da guerra no Iraque tiveram um impacto maior dentro dos EUA. A consequência dessas informações foi uma aceleração dos planos de retirada das tropas norte-americanas do Iraque.

Os segredos revelados por Assange

O governo dos Estados Unidos não conseguiu convencer seus aliados no Oriente Médio e no Golfo de suspender o financiamento da Al Qaeda e outros grupos terroristas, de acordo com o Wikileaks.

Numa tentativa de vender 36 caças para a FAB (Força Aérea Brasileira), a embaixada dos Estados Unidos no Brasil procurou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante da FAB, Brigadeiro Juniti Saito, para influenciar na decisão.

Em telegrama do dia 19 de maio de 2009, a ministra Conselheira Lisa Kubiske pediu que Washington fizesse um lobby mais intenso, pois alguns contatos brasileiros diziam não acreditar que o governo dos Estados Unidos estava apoiando a venda.

O WikiLeaks também divulgou detalhes sobre países e regiões que os Estados Unidos consideram vitais para seus interesses. A lista começa com uma mina de cobalto na República Democrática do Congo e faz referência a vários locais na Europa onde empresas farmacêuticas produzem insulina, soro antiofídico e vacinas contra febre aftosa.

No Oriente Médio, os documentos revelam que até 2012 o Catar será a maior fonte de gás natural liquefeito (GNL) e aludem também à instalação de Abqaiq, na Arábia Saudita, a maior usina mundial de processamento e estabilização de petróleo.

O fiasco da Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague (CoP-15), em 2009, pode ser explicado pela ação conjunta de Estados Unidos e China que, de acordo com documento vazado pelo Wikileaks, se uniram para bloquear as tentativas de fechar um acordo para um pacote de medidas emergenciais para reduzir as emissões de gases e conter o aquecimento global do planeta.

Os segredos revelados por Snowden

As revelações de Snowden não são muitas, mas o suficiente para mudar a relação de países. De acordo com ele, agentes da NSA teriam acesso direto aos servidores de nove grandes empresas que atuam na internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.

O acesso seria parte de um programa de espionagem chamado Prism (Métodos Sustentáveis de Integração de Projetos, na sigla em inglês). Ele disse que a extensão do monitoramento feito pelos agentes americanos é “aterradora”. “A NSA construiu uma infraestrutura que lhe permite interceptar quase qualquer coisa”, explicou.

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