Nascido em Hangzhou, magro, sorridente, negociador, filantropo, menos de 1,54m de altura, hoje, o homem mais rico da China. Aprenda com Jack Ma. Fundador do Alibaba – empresa chinesa de comércio eletrônico criada em seu apartamento em 1999 –, lançada mundialmente em 2005 em meio à negociação que transferiu 40% da companhia ao Yahoo!, contra investimento de US$ 1 bilhão.
Arrependido, malandro e autoritário, ordenou sem consultar o Conselho, dizem as más línguas, a separação do serviço de pagamentos do site (Alipay, divisão importante do Grupo) para outra empresa sob seu controle a fim de recuperar participação e diminuir o poder do Yahoo sobre as decisões do Alibaba.
Maior investidor individual do Grupo, com 9% das ações, transformou o site num colosso mundial, maior que as potências americanas HP e eBay. Hoje, com 250 milhões de compradores ativos na China, é responsável por 60% do volume de entregas no país. É símbolo da ascensão econômica da China.
Chamado de baderneiro e rebelde pode ter sido apenas precoce. Reprovado em dois vestibulares, talvez por conta da Matemática, consegue ingressar em Pedagogia na terceira tentativa, e chega a presidente da união dos estudantes.
Já sobreviveu dando aulas de inglês, seu primeiro emprego formal. Torna-se sócio de uma empresa de traduções, vende remédios e investe em ações. Queria ser morto aos 35 anos caso não estivesse milionário.
Em 1995, em sua primeira viagem aos Estados Unidos, conhece a rede WWW. Volta à China e abre uma das primeiras empresas online do país, a China Pages, guia online para empresas buscarem clientes no exterior. Em 1996, perde o controle da empresa para o governo chinês, pressionado a formar uma joint venture com a Hangzhou Telecom.
Desiludido, muda-se para Beijing. Trabalha numa agência de publicidade na internet, mas 14 meses depois está de volta a Hangzhou, onde estrutura o Alibaba, com objetivo de levar fornecedores e fabricantes chineses a novos mercados no exterior.
Recebe rodadas de investimentos e monta uma startup chinesa de primeira linha, primeiro US$ 5 milhões (Goldman Sachs), depois US$ 20 milhões (SoftBank). Generoso, fora a participação que ficou com os investidores, Ma distribui boas porções aos 17 co-fundadores chineses.
Em 2002, redesenha o modelo de negócio para atender o consumidor final chinês. Para isso, em 2003 lança o Taobao, com vendas diretas e inicialmente grátis. O crescimento do serviço atiça a cobiça do eBay que propõe acordo para parceria com o Alibaba ou mesmo a compra do Taobao.
Em 2005, a grande exposição mundial. Em 2009, os desafios de reorganizar as parcerias firmadas com os investidores. Esperto, aproxima-se do governo chinês para evitar possíveis problemas com o Estado, serve como vice-presidente da Associação da Indústria Cultural da China, sob controle do Ministério da Cultura.
Em 2012, consegue recomprar grande parte dos papéis do Yahoo. O Alibaba tem receita próxima de US$ 10 bilhões em 2014 e o baixinho que enfrentou os gigantes americanos, hoje circula com destaque entre magnatas em Davos, como um célebre executivo, capa da Times e da Forbes.
Com perfil incompleto no LinkedIn, não busca emprego. Em 2014, capta US$ 25 bilhões na Bolsa de Nova Iorque. Jack Ma se torna o responsável pela maior IPO da história. É ou não é um negócio da China?
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