Cibersegurança

Privacidade dos usuários x criminosos: qual é o limite?

Em tempos de redes sociais com tantas informações íntimas registradas, um assunto é sempre polêmico: invasão de privacidade. Até que ponto você considera seguro o seu WhatsApp? Recentemente, a questão da privacidade no aplicativo de mensagem instantânea ganhou repercussão na mídia por esbarrar na justiça brasileira e as determinações do Marco Civil da Internet, além de termos um exemplo parecido acontecendo nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a justiça do Sergipe pediu a prisão do vice-presidente do Facebook na América Latina Diego Jorge Dzodan pela negação do WhatsApp (pertencente ao Facebook) em apresentar o conteúdo de mensagens trocadas por suspeitos de tráfico de drogas. O executivo foi liberado após passar um dia na cadeia, e agora responde o processo em liberdade.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, um caso semelhante está dando o que falar. Uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a Apple, está em choque com o FBI por recursar-se a desbloquear o iPhone de um terrorista responsável por 14 assassinatos. Segundo a companhia, abrir uma brecha para o órgão federal acessar remotamente um celular de um usuário poderia criar um precedente para uma falha de segurança e privacidade.

Se por um lado as empresas de tecnologia como o WhatsApp buscam e prometem a privacidade máxima do usuário, a justiça exige que prestadoras de serviço digital tenham, no mínimo, algum tipo de registro das atividades de seus clientes. No caso do WhatsApp, o aplicativo salva apenas dados sobre quem enviou mensagem para quem e a que horas. Nada do conteúdo fica arquivado, já que essa ação seria extremamente perigosa para crimes virtuais de hackers. No caso da Apple, especialistas da área como o ex-analista da NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA) Edward Snowden confirmam de que o FBI não precisa da Apple para hackear o celular do terrorista, e que a medida exigida é desnecessária. No fim, ambas as questões terminam no mesmo ponto: as empresas utilizam o argumento da privacidade para negar informações sigilosas de seus clientes e a justiça tenta aproveitar os enormes bancos de dados das empresas para obter informações sobre crimes.

Leia mais: Guia de proteção e privacidade no WhatsApp

O que você acha? É melhor proteger a privacidade de cada usuário ou a justiça deve ser soberana para conseguir identificar criminosos? Deixe sua opinião nos comentários!

Posts Recentes

Trocar de Senha Toda Semana Deixa Minha Conta Mais Segura?

Você já ouviu que trocar de senha toda semana é uma forma de deixar suas…

O que acontece quando você aperta ‘Permitir’ em um aplicativo?

Você instala um aplicativo novo, abre pela primeira vez e a tela aparece: “Permitir acesso…

O que revisar no seu celular uma vez por mês ? (e leva 5 minutos)

Você desbloqueia o celular para responder uma mensagem rápida e, sem perceber, passa por vários…

O que acontece com seus dados depois que você fecha um aplicativo?

Você abre um aplicativo para pedir comida, conferir o saldo da conta, conversar com amigos…

Vai ver a Copa do Mundo? Seu celular sabe mais sobre você do que você imagina

Você sai para ver a Copa e, sem perceber, o celular vai junto em quase…

Clonagem de Cartão por Aproximação: Mito ou Verdade?

Alguém consegue clonar seu cartão só passando perto da sua bolsa? É possível perder dinheiro…