Um levantamento feito no fim de 2014 pelo IDC Brasil, em parceria com a Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), mostrou que as vendas de tablets, somente de janeiro a setembro desse ano, atingiram a marca de 6,4 milhões de unidades. Com isso, o comércio desses eletrônicos subiu 20% em relação ao mesmo período de 2013. Ao final do mês de setembro, os tablets representavam 47,7% do mercado de computadores. Nesse período, os notebooks responderam por 33,1% do mercado, e os PCs, por 19,1%.
Enquanto os tablets registram aumento de vendas, os computadores de mesa tiveram uma queda de 31% nas vendas entre janeiro e setembro do ano passado, que foram de três milhões de unidades. Por sua vez, os notebooks sofreram uma retração de 23%, ficando em 4,6 milhões de unidades. Ao todo, 14,1 milhões de eletrônicos foram vendidos no acumulado do ano, marca 10% menor do que o mesmo período de 2013.
Ao analisar cada item separadamente, o destaque fica para o desempenho das vendas de tablets, que chegaram a 3,3 milhões de unidades, representando crescimento de 165% sobre o primeiro semestre do ano passado e número superior ao comercializado em todo o ano de 2012.
Do total, os notebooks atingiram 4 milhões de unidades e os desktops, 3,1 milhões, apresentando retrações de 7,3% e 12,7%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. Sobre os percentuais de participação no mercado, verifica-se que, ao final de junho, os tablets representaram 34,8%, os notebooks, 38,4% e os desktops, 26,8%.
Um dado importante para o setor é que os resultados do segundo trimestre – para notebooks e tablets – foi melhor em vendas que no primeiro trimestre (1,9 milhão ante 2,1 milhão em notebooks e 1,4 milhão para 1,9 milhão em tablets). Só os desktops registraram queda: de 1,6 milhão para 1,5 milhão.
Para o quarto trimestre, a expectativa é de mais crescimento ainda na venda de tablets, especialmente no Brasil. A Black Friday e as vendas de Natal devem acelerar e muito esse mercado, resultando em um crescimento total de 17% em 2014, totalizando a venda de pelo menos 10 milhões de tablets em todo o país.
Já para 2015, a perspectiva é de uma alta menor, de 10%, mas que pode ser revista, caso o governo decida investir nos dispositivos em projetos especiais de educação.
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