O uso do smartphone para efetuar compras online está se tornando uma tendência no mundo todo. Varejistas esperam que as vendas globais atinjam US$ 83,7 bilhões neste ano, por meio do mobile-commerce (m-commerce). O valor corresponderia a um crescimento de 79,9%, na comparação com o ano passado, quando as vendas somaram US$ 46,56 bilhões. Com este impulso, o m-commerce deve representar 21,2% do total de US$ 394,7 bilhões das vendas totais na internet esperadas para 2014, de acordo com relatório Internet Retailer Mobile 500.
A cifra parece enorme, mas poderia ser ainda maior. Isto porque o estudo não inclui as vendas concretizadas através do e-Bay, uma vez que o site é apenas uma plataforma para facilitar a negociação entre os usuários. A inclusão do site do relatório elevaria para US$ 117,7 bilhões as vendas via m-commerce este ano. Para 2014, o eBay estima um crescimento de 70% nas vendas, chegando a US$ 34 bilhões.
Os usuários ainda preferem fazer as compras via tablet, que representam 59% do total de transações. Enquanto os smartphone representam 41%. Entretanto, as previsões são de que as vendas usando celulares aumentem na medida em que os novos aparelhos com telas maiores cheguem ao mercado. Outra tendência é a aposta dos varejistas no desenvolvimento de sites responsivos. Em relação do estudo anterior, houve aumento de 164%.
Além disso, as vendas tendem a acontecer cada vez mais por meio dos aplicativos. Eles foram responsáveis por 42,4% das vendas m-commerce, ao passo que 57,6% foram feitas pelas versões mobile dos sites. O estudo levou em consideração mais de 500 varejistas em 22 países, incluindo Estados Unidos, China, Reino Unido, Rússia, Brasil e África do Sul.
Aqui no Brasil, o m-commerce também apresenta robusto crescimento. Apenas no primeiro semestre deste ano, as vendas via smartphones e tablets movimentaram R$ 1,1 bilhão, um aumento de 84% na comparação com 2013. Os dados são da e-Bit. A participação do m-commerce no segmento de compras online em geral saltou de 3,6% para 7% no período. E a perspectiva é que ao final do ano, este percentual já esteja em 10%.
Outro fator chama a atenção dos varejistas para a modalidade. O tíquete médio é alto, uma vez que 64% dos usuários que fizeram compras via smartphones e tablets eram das classes A e B. Já o e-commerce em geral apresentou faturamento de R$ 16 bilhões, com aumento de 26% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2013.
O crescimento das vendas via m-commerce ainda parece ser incipiente. Outra pesquisa, realizada pela Mobi.life/E.life Group, nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Belém, apontou que 75,5% dos consumidores afirmaram que provavelmente ou com certeza vão fazer compras usando smartphone ou tablets no futuro. Fatores como praticidade, comodidade, flexibilidade, velocidade e melhores preços são os principais atrativos indicados pelos entrevistados.
Entretanto, para este futuro promissor se concretizar, algumas barreiras precisam ser vencidas. A usabilidade é apontada por 38% dos entrevistados como principal problema. E eles não parecem estar errados. O site DeviceLab fez uma pesquisa e descobriu que 100% das lojas online possuem erros que impedem a finalização das compras feitas via dispositivos móveis. A pesquisa foi feita em sites que representam 80% de faturamento do varejo online brasileiro.
A maior parte dos erros aconteceu no momento da finalização das compras, sobretudo quando o usuário tenta fazer a emissão do boleto de pagamento. Os erros nesta etapa corresponderam a 69% do total. A lentidão no preenchimento do cadastro e textos demasiadamente longos para telas pequenas também foram considerados. A pesquisa realizou 1,7 mil testes de compras utilizando os três principais sistemas operacionais.
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