Informações militares, diplomáticas e governamentais de três países sul-americanos estariam sendo vigiadas por grupo de ciberespionagem desde 2010, é o que revela empresa russa de segurança da informação durante 4ª Conferência Latino-Americana de Analistas de Segurança, em Cartagena, Colômbia.
A campanha de espionagem, apelidada Machete, atingiu ao menos 778 pessoas e três entidades sul-americanas, com a utilização de técnicas simples, como phishing e-mail, com arquivos PPT contaminados, tendo sido intensificada em 2012.
Os invasores teriam roubado centenas de gigabytes de informações confidenciais acompanhando registros de navegação, áudios de microfones de PC e verificando geolocalização dos dispositivos.
Os países-alvo foram Colômbia, Equador e Venezuela, mas outros países também podem ter sido acompanhados. As suspeitas da empresa apontam para Brasil e Cuba, na América Latina, e a Rússia, além de representações diplomáticas latino-americanas na Bélgica, França, China e Espanha.
A investigação começou após denúncia de militar, cuja identidade não foi revelada, que procurou a empresa após voltar de viagem à China e perceber que seu computador apresentava comportamento estranho.
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