Mais de 198 mil brasileiros tiveram WhatsApp clonado em janeiro

Confira o balanço do dfndr lab sobre o cenário de cibersegurança do Brasil em janeiro e veja medidas para não ter o WhatsApp clonado.

O dfndr lab – laboratório especializado em segurança digital da PSafe – realizou um levantamento sobre o cenário da cibersegurança no Brasil referente a janeiro deste ano. Segundo o estudo, estima-se que 198,1 mil brasileiros tiveram o WhatsApp clonado em todo país. São Paulo segue liderando a lista de estados mais afetados, com 41,2 mil vítimas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 24,2 mil e Minas Gerais, com 15,9 mil.

Confira o balanço completo de janeiro:

O golpe do WhatsApp clonado

Além de ser o principal meio de divulgação de links maliciosos, o WhatsApp tem sido alvo constante de clonagem. Desta vez, os cibercriminosos estão buscando formas de aperfeiçoar suas táticas, com o objetivo de maximizar seus lucros. Recentemente, o golpe do WhatsApp clonado passou a ser direcionada à pessoas famosas, como atores, youtubers e influenciadores, no chamado “golpe da festa”.

Leia mais: 8,5 milhões de brasileiros já sofreram clonagem de WhatsApp

“No golpe da festa, o criminoso pesquisa por eventos que terão a presença de pessoas famosas. Depois, se passando pelo organizador da festa, o golpista entra em contato com a potencial vítima para solicitar uma suposta confirmação de identidade. Para realizar a confirmação, a pessoa precisa informar um código enviado ao seu celular. Contudo, o que a vítima não percebe é que este código se trata de um PIN de seis dígitos que libera acesso à sua conta do WhatsApp. Ao fornecê-lo, ela tem a conta bloqueada em seu celular e liberada no aparelho do atacante. A partir daí, a vítima tem seu WhatsApp clonado”, explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Golpes seguem em alta no país

Os golpes ganharam visibilidade por abranger personalidades relevantes no Brasil, mas seguem em alta atingindo diversas camadas da população. Ainda de acordo com o estudo realizado pela PSafe, em janeiro foram detectados 7,590 mil golpes únicos. Juntos, estes ataques impactaram 13,6 milhões de usuários em todo o país. Vaga de emprego falsa foi a temática mais usada nos golpes, atingindo mais de 5 milhões de pessoas.

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Como se proteger

Simoni lista alguns cuidados que os usuários devem ter para não cair em golpes como este:

    • Tenha cuidado ao clicar em links compartilhados no WhatsApp ou nas redes sociais. Sempre verifique as informações compartilhadas nos sites oficiais das empresas, e desconfie de promoções, brindes e descontos.
    • Para evitar ter o WhatsApp clonado, ative a autenticação em dois fatores. Disponível no próprio WhatsApp, esta função aumenta a segurança da conta. Para ativar, abra seu WhatsApp e toque em Configurações (Android) / Ajustes (iOS) > Conta > Confirmação em duas etapas > ATIVAR.
    • Na dúvida, é possível verificar se um link é falso no site do dfndr lab. A checagem de links avisa em poucos segundos se um site pode oferecer alguma característica maliciosa.
    • Utilize soluções de segurança no celular que disponibilizam proteção contra clonagem no WhatsApp. O dfndr security, por exemplo, envia alertas de segurança para os usuários sempre que uma tentativa de clonagem é detectada. Para baixar grátis o dfndr security, é só clicar aqui.

 

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